Seja um terapeuta ocupacional e trabalhe pela qualidade de vida


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“Eu me sinto  realizada,  porque adoro  o que faço”, diz Maísa Ferraro, 24 anos, terapeuta ocupacional
“Eu me sinto realizada, porque adoro o que faço”, diz Maísa Ferraro, 24 anos, terapeuta ocupacional

 

Uma profissão que começa a ganhar reconhecimento e cresce dia a dia é a terapia ocupacional. Os primeiros terapeutas surgiram no fim da segunda guerra mundial para auxiliar na recuperação de soldados mutilados durante as batalhas. No início, era um ramo da psiquiatria e, mais tarde, tornou-se uma profissão de nível superior independente de qualquer outra da área de saúde. 
 
Mas o que é a terapia ocupacional? A resposta é tão complexa quanto a profissão. Muitos a confundem com terapias alternativas. Outros acreditam que é uma especialização da fisioterapia. Mas engana-se quem pensa dessa forma. A TO, como é popularmente chamada pelos profissionais, abrange conhecimentos das ciências médicas e sociais, buscando tratar por meio de atividades específicas, as pessoas que sofrem algum tipo de paralisia. O objetivo é fazer com que essas pessoas alcancem o seu nível máximo de independência, respeitados os limites de cada um. 
 
“O Terapeuta Ocupacional é um profissional qualificado, que envolve o paciente em atividades destinadas a promover o restabelecimento e o máximo uso das suas funções, com o propósito de ajudá-lo a fazer as atividades de sua vida que estão comprometidas, como tomar banho, trabalhar, estudar e até atividades de lazer, com autonomia e independência, sendo um ser humano ativo e participativo”, explica a terapeuta ocupacional Maísa Ferraro, 24 anos.
 
Quem sonha ser um TO poderá atuar em diversas áreas, como a reabilitação física, educação, geriatria e psiquiatria (infantil e adulto). No campo da reabilitação física, o futuro terapeuta poderá trabalhar nas especialidades “terapia de mão” (recuperação de movimentos simples como segurar um talher), neurologia, neuropediatria, equoterapia (terapia com cavalos) e pilates (direcionado para a função ocupacional). Na educação, o terapeuta trabalha com crianças que têm dificuldades de aprendizado, auxiliando na adaptação ao ambiente escolar.
 
Com os idosos, o profissional auxilia na prevenção e tratamento de doenças mentais, orientando a família sobre as limitações que possam surgir. 
Em Franca há cerca de 50 terapeutas ocupacionais, segundo a Associação de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. “Ainda não é um número significativo, mas já é possível encontrar boas propostas de trabalho no município. Eu me sinto realizada, porque adoro o que faço”, disse Maísa.
 
A terapeuta Karina Pinto Arantes Guilhermino, 37, acredita que a profissão está entre as dez que mais devem crescer, porque, segundo ela, há um elevado aumento de casos que podem ser tratadas pela terapia ocupacional. Maísa concorda com a colega. “O mercado de trabalho está crescendo mundialmente e a profissão tem conquistado o respeito da população devido aos benefícios proporcionados”, completa.

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