Pelo menos R$ 2,21 milhões. Este é o valor previsto pelos candidatos com base eleitoral em Franca para gastar com suas campanhas até outubro. O valor foi estimado com base em consulta realizada na tarde de ontem pelo Comércio da Franca com políticos e assessores de imprensa.
Todos foram cautelosos e enfatizaram que os montantes informados (veja quadro nesta página) podem se alterar, de preferência para baixo. Eles garantem que vão tentar não atingir a margem estabelecida -superestimar gastos é uma estratégia para evitar problemas com a Justiça Eleitoral.
Em tempos de proibição de muros pintados e showmícios, a panfletagem e a contratação de equipes para circular pela cidade são os itens preferenciais nas despesas para que as campanhas ganhem corpo nas ruas.
O maior investimento para a conquista de votos dever ser de Marco Aurélio Ubiali, que espera gastar uma verba de R$ 600 mil, principalmente com equipes, bandeiras e panfletos, entre outros materiais promocionais, para conseguir se reeleger deputado federal.
Depois aparecem Cristiano Rodrigues, (PV), com R$ 300 mil, Gilson de Souza (DEM), R$ 250 mil, e os petistas Gilson Pelizaro e Paulo Afonso, anunciando despesas de até R$ 200 mil (PT). Enquanto isso, Donizete da Farmácia, candidato a deputado federal pelo PMN, ocupa a “lanterna” das estimativas. Ele pretende gastar apenas R$ 25 mil até o fim da campanha.
Concorrendo a uma vaga para deputado estadual, Gilson de Souza considera sua campanha simples e conta com o apoio de empresas do setor calçadista para rechear o montante de doações. Os investimentos devem se tornar mais pulsantes após serem iniciadas as propagandas em TV. “Já temos quatro veículos rodando, mas acho pouco. Temos mais de cem mil casas para visitar na cidade”, disse, informando que providências primordiais como material gráfico, por exemplo, serão pensadas conforme a necessidade, “aos poucos”.
Dos mais cautelosos e dependendo exclusivamente de verbas do fundo partidário, está o Capitão Lídio (PSC), candidato a deputado estadual. Ele informou que foi estipulado um teto de R$ 150 mil para sua campanha, junto com o diretório o partido em São Paulo -onde fica até sexta-feira para definir mais detalhes sobre o financiamento. “Como fomos convidados pelo diretório nacional e é nossa primeira candidatura, colocamos nossa campanha nas mãos do partido”, afirmou, acrescentando que eventuais empresários que o procuram para oferecer aporte têm sido encaminhados para os coordenadores gerais do PSC.
Já o candidato a deputado federal Vanderlei Tristão (PTB) espera que pelo menos a metade dos R$ 120 mil estipulados para sua campanha venham do fundo partidário. Declarando não ter recebido nada ainda, Tristão aguarda o fechamento da primeira quinzena de agosto para ter em mãos ao menos parte dos R$ 60 mil e iniciar a corrida pelo voto na região.
Roberto Engler (PSDB), que assim como Ubiali, Gilson Pelizaro e Gilson de Souza já declarou receitas e despesas parciais no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi mais cauteloso. Ele preferiu não estipular o valor máximo da campanha. Graciela Ambrósio (PP) e Tirso Meirelles não deram respostas até o fechamento desta edição.
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