Número de acidentes cresce após recapeamento no Jd. Primavera


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RISCO - Sílvia Helena Fonseca depois de ter sido atropelada por uma moto. A costureira perdeu dois dentes, quebrou uma costela e tem mais de 40 pontos pelo corpo
RISCO - Sílvia Helena Fonseca depois de ter sido atropelada por uma moto. A costureira perdeu dois dentes, quebrou uma costela e tem mais de 40 pontos pelo corpo

 

Três meses após o recapeamento, a Avenida Euclides Vieira Coelho se tornou motivo de preocupação para moradores e comerciantes do bairro Jardim Primavera. Desde que a via foi recapeada, nenhuma sinalização foi colocada, o que aumentou o índice de acidentes no local. Insatisfeitos com a situação, os moradores pedem uma solução para o problema. 
 
Dona de um comércio em uma esquina da avenida, Marilza Bernardes disse já ter presenciado diversos acidentes. “Isso aqui está horrível, alguma coisa deve ser feita. Não há sinalização e os motoristas fazem o que querem. No final da tarde, com a saída dos trabalhadores das fábricas, o trânsito fica intenso, insuportável. Só na semana passada, foram três acidentes graves”.
 
Dono de um pizzaria, Fernando Caires foi um dos acidentados. Ele teve a moto que pilotava atingida por um carro. “Não sei como não me machuquei mais. Já reivindicamos a sinalização, mas até agora não fomos atendidos. O que terá que acontecer para sejam tomadas providências?”.
 
O caso mais grave foi o da costureira Sílvia Helena da Fonseca, de 41 anos. Ao sair da fábrica onde trabalha, Sílvia foi surpreendida por uma moto em alta velocidade que a atropelou. O acidente foi acompanhado por vários comerciantes e moradores locais, que chamaram a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros. Priscila Fonseca, filha de Sílvia, ao receber uma ligação e ser informada que a mãe havia sido atropelada, correu para o local. “Quando vi minha mãe estendida no chão, entrei em desespero. Ela estava muito machucada e o resgate demorou 15 minutos”.
 
O acidente ocorreu na última quarta-feira e a costureira teve sérias lesões. Sílvia sofreu traumatismo craniano, perdeu dois dentes, quebrou uma costela e tem mais de 40 pontos pelo corpo, além de diversas escoriações. “Na hora não vi nada e até agora não consigo me lembrar. Se tivesse morrido, teria deixado três filhas, uma delas de três anos. Alguém tem que fazer alguma coisa para que isso não aconteça com mais ninguém”. Sílvia se alimenta apenas de líquidos e ainda sente dores por todo o corpo. O motorista que a atropelou sofreu uma fratura na clavícula.
 
O secretário Sérgio Buranelli, responsável pela Divisão de Trânsito da Prefeitura, diz que os motoristas devem ser mais responsáveis. “Muitos motoristas acham que as vias viram pistas de corrida. Eles tem que ter consciência. Quanto à sinalização, a empresa que ganhou a licitação já começará os trabalhos. Eu me comprometo a regularizar a situação o quanto antes”.

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