A semana em Franca foi marcada pelos testes realizados com o radar “dedo-duro” em algumas vias de trânsito intenso. O equipamento - que aponta carros com documentos irregulares e veículos furtados ou clonados - nos dois primeiros dias de utilização tirou de circulação meia centena de automóveis que transitavam com impostos vencidos, em sua maioria. Um resultado bastante promissor que já levou a Prefeitura Municipal a investir na compra de mais dois radares, mas com capacidade de flagrarem as irregularidades no período noturno. O atual equipamento em testes funciona apenas durante o dia, quando há iluminação natural. Para uma cidade onde pelo menos 35 mil dos 185.884 veículos registrados estão sem licenciamento, a simples instalação deste tipo de mecanismo vai permitir que as irregularidades sejam reduzidas, ou seja, os motoristas, na iminência de serem impedidos de permanecer circulando pelas ruas, corram para regularizar as suas pendências. Para o comando da Polícia Militar, a retirada dos veículos com irregularidades das ruas e avenidas da cidade ajuda a diminuir a incidência de outros problemas: veículos sem licenciamento, quase sempre, apresentam outros problemas, principalmente de conservação, garante a PM.
Diante das notícias publicadas pelo Comércio de que dezenas de carros tiveram a sua condição irregular flagrada pelos radares, sendo guinchados, muitos leitores se manifestam. Muitos deles saúdam a nova ferramenta à disposição dos policiais para a fiscalização do trânsito francano como mais uma aliado para a melhoria do trânsito da cidade. Outros questionam o rigor com que os motoristas foram tratados pela Polícia Militar neste período de testes. Eles questionam se os motoristas não deveriam ter sido orientados antes, como ocorreu com a implantação dos radares em semáforos e da obrigatoriedade do cinto de segurança, entre outros. O que muitos não estão considerando é que a falta de licenciamento é considerada infração gravíssima e a ação da polícia de realmente recolher o carro, correta.
Não há muito o que se questionar a respeito: a lei determina que documentos irregulares causam a apreensão do carro, que só é liberado após a regularização. Sempre foi assim e não há causa para reclamações. Só houve uma facilitação no trabalho dos Policiais Militares responsáveis pelas ações de trânsito nas ruas de Franca. E a necessidade de cuidar não apenas dos aspectos mecânico e estético dos automóveis fica evidente. A partir de agora os motoristas terão que trazer os documentos do carro dentro das especificações da legislação de trânsito. Ou seja: não haverá mais desculpas para que se deixe de recolher impostos e licenciamento que incidem sobre a posse de veículos automotores.
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