Mesários: 170 convocados ainda não se apresentaram à Justiça Eleitoral


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Cento e setenta mesários convocados pela Justiça Eleitoral para trabalharem nas eleições de outubro em Franca ainda não se apresentaram aos cartórios para serem nomeados. Ao todo, 3.174 pessoas vão atuar nas mesas receptoras de votos na cidade e contribuir para a transparência do processo. Elas são nomeadas pelo juiz e chamadas por meio de edital até 60 dias antes da votação. Faltar ao trabalho de mesário sem uma justificativa é considerado crime de desobediência e o ausente estará sujeito a processo e multa.


Em cada mesa instalada nas zonas eleitorais, ficam um presidente, um primeiro e um segundo mesários, dois secretários e um suplente. Eles são responsáveis por receber os eleitores, conferir os documentos, manter a ordem, lavrar a ata e remeter à Justiça todos os papeis usados durante a votação. “É um trabalho importantíssimo para a Justiça Eleitoral. Sem os mesários, é impossível realizar uma eleição. Solicitamos a todos aqueles que receberam o telegrama em casa que compareçam ao cartório para serem nomeados”, disse Marcelo Queiroz Ferreira, chefe do Cartório da 46ª Zona Eleitoral.


A apresentação dos convocados é obrigatória. Caso haja alguma explicação aceitável de que a pessoa chamada não poderá trabalhar nas eleições, a Justiça irá analisar o pedido. Em caso de deferimento, é chamado o substituto. “Os mesários que já foram nomeados para trabalhar estão obrigados a comparecer à sua sessão eleitoral no dias 3 de outubro. Se houver segundo turno, todos devem retornar no dia 31. O não comparecimento resultará em implicação legal”. No mês de setembro, todos os mesários vão ser treinados pelos cartórios eleitorais.


A nomeação de uma mesário, normalmente, é feita entre os eleitores da própria seção. A preferência é pelos diplomados em escola superior, os professores e os serventuários da Justiça. Também há aqueles que se apresentam como voluntários. Eles não recebem para trabalhar, mas ganham um auxílio-alimentação no valor de R$ 20, dois dias de folga para cada dia trabalhado e outros dois para cada dia que passaram por treinamento. “Quem atua como mesário também tem a preferência no desempate em concursos públicos e pode usar as horas trabalhadas nas eleições como atividade curricular complementar, desde que a instituição de ensino superior a que pertence tenha firmado convênio com o TRE”, finalizou Marcelo Queiroz.

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