As delícias do verão europeu


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Cultura e diversão - As amigas Marina de Oliveira e Etiene Consolare em frente ao Palácio das Artes, em Valência: viagem inesquecível e muitas surpresas na Espanha
Cultura e diversão - As amigas Marina de Oliveira e Etiene Consolare em frente ao Palácio das Artes, em Valência: viagem inesquecível e muitas surpresas na Espanha

Estar inserida em um país onde se respira história o tempo todo, que tenha, ao mesmo tempo, lugares disponíveis para fazer bons passeios e boas compras, como a Gran Via - um bairro em Madri repleto de lojas famosas e que nesta época do ano estão cheias de promoções incríveis -, assistir à final da Copa do Mundo direto de uma praia em Valência e ainda fazer um curso de música de Verão da Orrf Espanha e palestrar sobre um projeto brasileiro, o Guri, na XV Bienal de Musica de Buñol. Sonho? Não, isso foi a realidade vivida pela francana Marina de Oliveira, 33, coordenadora da regional de Ribeirão Preto do Projeto Guri.


Ela viajou no mês passado ao lado da amiga Etiene Consolaro, que ocupa o mesmo cargo que ela na regional de Araçatuba. Ambas passaram 10 dias no velho mundo e conheceram o verão europeu, que chega a registrar 44 graus nos termômetros sem nenhuma nuvem no céu ou sinal de vento, segundo Marina. “A Espanha é maravilhosa e, nesta época do ano, fica ainda mais convidativa aos turistas. Até às 10 da noite ainda está claro e, com isso, a gente perde a noção do tempo. Quando você acha que ainda é 6 da tarde, já são 9 da noite. A parte boa é que assim dá tempo pra passear muito”, contou a turista. Os espanhóis, ainda de acordo com Marina, lembram os brasileiros em muitos aspectos. A hospitalidade e a alegria são alguns deles.


Outra curiosidade que chamou a atenção das amigas brasileiras é um costume que elas não conheciam, o de fazer a “siesta” após o almoço. A maioria das lojas fecha entre 1 e 3 da tarde para depois reabrir até por volta das 22 horas. “A princípio é um pouco estranho, mas depois a gente se acostuma e até começa a gostar”.


Em Madri elas visitaram o Palácio Real, a Plaza Mayor e o Museu Del Prado, além de diversas igrejas, pequenas praças e jardins. Em Valência, o Centro da cidade e a catedral, onde dizem que o verdadeiro Santo Graal está guardado, e o centro de artes, que segundo Marina tem uma arquitetura moderna, repleta de jardins e lagos. Em Toledo, os palácios, construções antigas e a estrutura da cidade, que parece um grande labirinto de ruas de pedras. Nessa cidade, a coordenadora recomenda em especial ver de perto o comércio de semijóias vendidas nas diversas lojinhas espalhadas e o castelo de Alcazar.


As amigas gastaram em média 23 euros por dia com hospedagem (cada uma), com transporte foram R$ 3,2 mil com passagem aérea até Madri, R$ 244 até Valência e 18 euros com o trem na mesma cidade. Com alimentação foram em média 30 euros por dia, mas para economizar muitas vezes Marina e Etiene faziam pequenas compras em supermercados, de produtos que podiam ser levados nas bolsas, como lanches, água e sucos. Quando batia a fome, elas faziam o que para os espanhóis é comum: se sentavam em uma praça para se alimentar.

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