O Ministério Público de Franca confirmou ontem, por meio do promotor de Habitação e Urbanismo, Carlos Henrique Gasparotto, que as garagens dos predinhos do Parque Vicente Leporace serão mesmo demolidas. Em reunião realizada na última quarta-feira, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) apresentou o projeto de reurbanização dos predinhos da Avenida Abrahão Brickmann. O projeto consiste em derrubar as garagens e lojinhas do local para a construção de estacionamentos e área de lazer. O cronograma do processo de licitação e execução da obra será apresentado ao MP no fim deste mês. Mas extraoficialmente, a previsão é que as obras comecem até dezembro deste ano.
A primeira etapa do projeto acontecerá nos prédios do conjunto Franca B5, no começo da avenida. Segundo o promotor, são dois blocos com 32 apartamentos que passarão por uma completa mudança. Além do fim das garagens, que darão lugar a estacionamentos, área de lazer, jardins e outros espaços de uso comum aos moradores, os prédios ganharão uma nova pintura e reparos internos - casos de infiltrações e outros defeitos estruturais. Como o projeto seguirá o modelo dos conjuntos habitacionais entregues atualmente, os estacionamentos serão descobertos, apenas com os traçados no chão e não contemplarão todos os apartamentos. “Os predinhos vão mudar de perfil e, depois da conclusão das obras, estarão prontos para serem aprovados e os moradores, enfim, poderão ter suas escrituras”, disse Gasparotto.
A reurbanização compreenderá ainda a retirada dos alambrados e a construção de um muro vazado com gradil para dar mais segurança às famílias residentes no conjunto. Os blocos terão também uma única entrada e portaria, que poderá ser administrada pelos condôminos. Na área de lazer, que será arborizada, haverá brinquedos infantis e mesas para jogos. “A ideia é que a obra destes dois primeiros blocos sirva de exemplo para os demais, pois todos os predinhos passarão pela reurbanização gradativamente”, disse o promotor.
Apesar do cronograma não ter sido apresentado, as obras devem durar um ano e serão custeadas pela CDHU, sem ônus para os moradores. “Aqueles que quiserem uma loja terão de comprar um espaço nas galerias comerciais também previstas no projeto”. Nestes primeiros blocos, segundo Gasparotto, há apenas um ponto comercial que será transferido posteriormente para um box da galeria a ser construída também nesta primeira fase. O investimento a ser aplicado na obra não foi revelado pela companhia, que deve hoje se manifestar sobre o assunto.