Em 44 a.C o imperador romano Júlio César mandou construir uma estátua sua com a inscrição ‘Deo invicto’, ‘Ao deus invencível’. Os terroristas jacobinos, por ocasião da Revolução Francesa, no século XVIII, construíram a estátua da ‘deusa-razão’, representada por uma mulher nua.
Hegel, que no século XIX escreveu a Filosofia da História e que teve seus estudos financiados por agremiações não cristãs, advogou em favor do cristianismo, mas entendeu que de fato como ‘o Estado moderno incorpora e realiza em suas leis a essência perfeita do cristianismo, a Igreja se tornou desnecessária e o Estado vem a ser a suprema autoridade religiosa’.
E não foram apenas esses acontecimentos e literaturas que promoveram o desmonte. A implosão do monumento civilizatório construído ao custo de tantas vidas e sonhos foi tramada, urdida no mais perverso movimento contra Deus e contra a vida - o marxismo. ‘O sagrado, eis o inimigo’. Essa frase estava escrita em um muro na cidade de Paris, em 1968.
Cristãos não realizam discursos de ódio, como está sendo veiculado pela internet. Cristãos morrem por Cristo, nunca matam por Ele. O cristão defende a vida e a liberdade plenas. Ninguém morre por aquilo que não acredita. Os mártires cristãos, sendo o primeiro deles Estevão, morreram e morrem atualmente porque sabem em Quem acreditam. Entretanto, a escassez de coragem dos que se dizem cristãos atualmente, é demonstrada até quando se trata de defender e publicar a verdade.
Dizem que Dom Eugênio Sales, arcebispo do Rio de Janeiro, certa vez falou que o problema da Igreja do Brasil é simples. É um problema apenas de alfaiataria, sobra saia e faltam calças. Mas não é só a Igreja que tem problemas de alfaiataria. Todas as instituições deste País, na pessoa de seus líderes, parecem padecer do mesmo problema. Estão com medo de falar a verdade. Também pode ser ausência de gônada par. Vá saber!
Fato que corrobora isso é que o Bispo de Guarulhos, Dom Bergonzini, recebeu críticas por conta de ter publicado que não se deve votar em abortistas ainda que eles não se declarem abertamente que o são.
Outro fato que incomoda e preocupa é o debate, a defesa da liberalização das drogas defendida por políticos influentes tanto no Brasil como na América Latina. Outra coisa alarmante é o ataque ao Direito na forma de promulgação de leis e estatutos que nunca se efetivarão na prática, porém se prestarão no futuro a embasar um regime ditatorial sob o pretexto de controlar ações criminosas, já que ‘a lei no Brasil não funciona, não pega’.
Pausa para uma pergunta que todos deveriam fazer: de onde vem o dinheiro? Quem quiser descobrir alguma resposta basta procurar pelo livro Red Cocaine, de Joseph D. Douglass. É imperdível.
Pois bem, o banimento de Deus, a alergia à religião e à religiosidade são as armas silenciosas que vão aniquilando as conquistas civilizacionais e fazendo com que a humanidade retorne à barbárie. Alguns estudiosos afirmam que as teorias neopragmatistas, relativistas e desconstrucionistas, tudo obra de ficção filosófica, mas que foram maliciosamente injetadas nas veias dos ‘intelectuais’ modernos como verdades incontestáveis podem ser responsáveis por esse desmonte social e pela instauração do culto de César.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora
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