Fundação Espírita quer construir clínica para Mal de Alzheimer


| Tempo de leitura: 3 min
ESPAÇO ESPECÍFICO - Clóves Barbosa mostra área onde será construído o jardim da clínica para cuidar de pacientes com Mal de Alzheimer. Construção deve começar em janeiro de 2011 e consumir R$ 400 mil
ESPAÇO ESPECÍFICO - Clóves Barbosa mostra área onde será construído o jardim da clínica para cuidar de pacientes com Mal de Alzheimer. Construção deve começar em janeiro de 2011 e consumir R$ 400 mil

 

Diante da demanda por atendimento, a Fundação Espírita Judas Iscariotes de Franca planeja construir a partir de janeiro de 2011 uma clínica para atender idosos com Mal de Alzheimer. Conhecida principalmente pelo sintoma da perda de memória, a doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos e é incurável e terminal. Na cidade, não há uma estatística atualizada de quantos idosos possuem o diagnóstico, mas somente no mês passado 13 pedidos de internação em razão do mal foram feitos a dois dos cinco lares de idosos do município.
 
A clínica será construída com capacidade inicial de 40 vagas, terá dois andares e ocupará uma área de 450 metros quadrados, ao lado do atual prédio do Lar de Ofélia, no Jardim Planalto. O lar é gerido pela Fundação Espírita Judas Iscariotes. “A ideia surgiu a partir do momento que nós constatamos que existe uma procura que a cidade não tem como atender. Nós mesmo não aceitamos, por falta de estrutura”, disse o presidente do lar, Clóves Plácido Barbosa.
Com ala masculina e feminina, consultório, postos de enfermagem, refeitórios, salas de assistência social e salas para atividades de terapia ocupacional, o projeto está orçado em R$ 400 mil e deve demorar um ano para ser concluído. Ao fundo do prédio, ainda será montando um jardim com quiosques e pistas de caminhadas para os idosos. “Como a doença tem várias fases, precisa de um espaço específico para o tratamento, além de um acompanhamento neurológico constante. Não há como colocar idosos com Alzheimer em contato com os demais”, disse Barbosa. 
 
Para levantar recursos para a obra, a Fundação pretende firmar parcerias com a iniciativa privada e também realizar promoções junto a comunidades. Verbas públicas juntos aos governos municipal, estadual e federal também serão requisitadas, principalmente para ajudar na manutenção da entidade após a conclusão da obra. O intuito é que a clínica possa funcionar de maneira filantrópica. “Precisamos de dinheiro para obra, mas o mais difícil é a manutenção posterior. Para isto é necessário um co-financiamento”. Caso não haja uma contrapartida, a clínica trabalhará com atendimento particular.
Atualmente, para manter um idoso em um lar, o custo mensal gira em torno de R$ 1,2 mil. Com Alzheimer, este gasto, segundo a entidade, sobe para R$ 2 mil. Além disto, o presidente do lar diz que para cuidar de pacientes de Alzheimer há necessidade de mais profissionais. Só para a equipe de enfermagem, a Fundação prevê contratar dez enfermeiros, mais neurologista e terapeutas ocupacionais.
 
A DOENÇA
O Mal de Alzheimer não tem cura, mas as medicações ajudam a amenizar os sintomas e retardar sua evolução. A doença apresenta as fases leve, moderada e avançada, na qual o doente fica acamado em vida vegetativa. O sintoma principal é a perda da memória. A imediata e recente são as mais comprometidas. Além disso, a pessoa doente passa a ter desorientação temporal e não sabe a data, se é manhã ou tarde; sofre desorientação espacial, ou seja, se perde com facilidade. 
Juntamente com problemas de memória, o Mal de Alzheimer provoca alterações das funções cognitivas e atividades cotidianas. Em Franca, há três anos, três mil idosos sofriam de Alzheimer na cidade.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários