O frentista Juscelino Jesus Moreira, 39, vítima de acidente envolvendo moto e bicicleta na manhã de sexta-feira, na Avenida Adhemar Pereira de Barros, no Jardim Brasilândia, não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada deste domingo no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Morador no Jardim Boa Esperança, ele sofreu traumatismo craniano, quando estava a caminho do trabalho e teve a sua bicicleta atingida por uma moto. A ocorrência foi registrada no 3º Distrito Policial e será apurada através de inquérito.
O acidente aconteceu por volta das 7h45 de sexta-feira, perto da rotatória com a Avenida Hélio Palermo. Segundo apurado pela polícia, Juscelino Jesus Moreira transitava com sua bicicleta na Avenida Adhemar de Barros, sentido Jardim Brasilândia. Funcionário de um posto de combustíveis na mesma avenida, o frentista estava a caminho do trabalho. No mesmo sentido da via, transitava a moto Honda ML ano 1984, vermelha, pilotada pelo mecânico MJA, 34, morador no Jardim Luiza I. Ele também estava a caminho do trabalho, uma oficina mecânica perto de onde o frentista trabalhava.
Antes de chegar à rotatória, segundo a versão do motociclista para a polícia, o guidão de sua moto atingiu a mão direita de Moreira, fazendo com que ele caísse no asfalto de cabeça. O frentista chegou a ser socorrido consciente pelos policiais do Corpo de Bombeiros, apresentando quadro clínico de confusão metal, sugestivo a um traumatismo craniano.
Moreira foi internado em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Na madrugada de domingo, médicos da entidade anunciaram sua morte em decorrência do grave traumatismo crânio-encefálico.
De acordo com a polícia, por não possuir carteira de habilitação para pilotar moto, o mecânico fugiu do local sem prestar socorro à vítima. No entanto, menos de quatro horas depois, ele resolveu se apresentar no 3º Distrito Policial ao saber, no hospital, que o estado de saúde do frentista era grave.
Ainda segundo relatou o mecânico à polícia, minutos depois da colisão, pediu para que seu primo, que seguia logo atrás, solicitasse o resgate do Corpo de Bombeiros.
O mecânico foi indiciado por lesão corporal culposa (sem intenção de provocar o acidente). Mas, com a morte do frentista, o inquérito passa a ser de homicídio culposo (sem intenção de matar). A moto foi apreendida.
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