Passado quase um mês do início da propaganda eleitoral, marasmo é o adjetivo que melhor descreve o clima de eleições na cidade. Nem parece que o país está a apenas dois meses do pleito que elegerá deputados, senadores, governador e o novo nome que comandará o Brasil. Mais de um mês após a autorização da Justiça Eleitoral, são poucos os candidatos francanos que lançaram suas campanhas de marketing ao eleitor.
Falta de estrutura, recursos financeiros contados e uma série de proibições do Ministério Público são os limitadores da publicidade eleitoral. Antes de sair às ruas, os candidatos precisam se pautar sobretudo pela proibição de camisetas, bonés e canetas personalizadas, bem como a realização dos famosos showmícios, que com a nova lei estão totalmente vetados.
Dos 14 candidatos com base eleitoral em Franca, apenas dois - Marco Aurélio Ubiali e Gilson Pelizaro - realizaram atos oficiais de lançamento de candidatura e inauguração de comitês. Além destes, Tirso Meirelles (PSDB) deu início à distribuição de panfletos e instalação de minidoors ontem.
A maior parte dos que buscam uma vaga no Congresso Nacional até agora tem se destacado mais pelas silenciosas articulações de bastidores do que pelo trabalho de rua. Gilson de Souza (DEM), por exemplo, aguarda o início da propaganda dos presidenciáveis na TV para soltar santinhos e programar visitas ao eleitorado.
O primeiro a sair em busca do voto foi Marco Aurélio Ubiali (PSB). No dia 22 de julho, ele lançou sua candidatura e inaugurou seu comitê com a presença de Paulo Skaf, candidato do partido ao governo do Estado. Faixas, cartazes e bandeiras do deputado são vistos com frequência nos pontos de maior movimento da cidade, como a Avenida Presidente Vargas e a Praça Barão.
Já a equipe de Roberto Engler (PSDB) não demonstra estar com pressa. Até o momento, apenas foi iniciada a adesivagem de carros de eleitores que passam pelo comitê. Embora já marcado por uma lotada agenda de reuniões nos últimos dias, o comitê localizado na Avenida Adhemar de Barros não será lançado oficialmente. De acordo com a assessoria do candidato, o local será utilizado apenas como base operacional da campanha. Toda a parte de material impresso ainda está sendo providenciada e os detalhes da campanha de rua serão discutidos no decorrer desta semana.
Entre os candidatos com menor estrutura de campanha, há cautela e espera de recursos. Candidato ao cargo de deputado estadual pelo PSC, Capitão Lídio aguarda a homologação de sua candidatura para divulgar suas propostas aos eleitores. “Todo o material impresso foi produzido por duas agências de publicidade, mas prefiro esperar a homologação sair”, disse, acrescentando que vai divulgar menos de suas propostas para economizar tempo no contato direto com os eleitores.
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