Impressão digital: cada um tem a sua. E por toda a vida


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O que é impressão digital?
Os pés e mãos humanos possuem linhas, chamadas papilas, que ajudam a pele a se ajustar ao contorno do corpo. As extremidades destas papilas são chamadas de cristas. A impressão digital, na verdade, é a reprodução destas cristas papilares - daí o nome papiloscopia.

É possível que duas pessoas tenham as mesmas impressões?
Não. Segundo o professor Gualter, existem mais de 10 quatrilhões (é isso mesmo!) de possibilidades de combinações entre as papilas dos dedos das mãos. “Temos cerca de 40 procedimentos diferentes de distinção para cada dedo, e são dez dedos. Ou seja, é impossível coincidir”, relata o professor.
 
Gêmeos idênticos têm as mesmas digitais?
Novamente não. As digitais não constituem uma característica genética. São linhas que surgem no embrião para facilitar a mobilidade das articulações e também o ajuste da pele ao corpo. Todos os gêmeos univitelinos possuem características papilares diferentes. E elas também são imutáveis. A pessoa tem a mesma impressão digital por toda a vida.
 
Como é feita a identificação por meio da papiloscopia?
Os peritos analisam diferentes aspectos das papilas. O comprimento, formato, as bifurcações, quantidade e até mesmo os ângulos que se formam no cruzamento entre uma linha e outra. Existem três tipos de papilas nos dedos das mãos: as nucleares, localizadas na região central das linhas, as basais, que ficam mais abaixo, e as marginais, que estão nas laterais. O cruzamento das linhas basais e marginais formam um ângulo delta e os dedos são nomeados com um número ou letra de acordo com as características deste cruzamento.
 
É possível perder as impressões?
Sim. Mas não adianta apenas raspar ou queimar-se levemente. As papilas só desaparecem em virtude de lesões profundas. “A nossa pele possui sete camadas. Apenas a camada mais profunda tem a capacidade de reprodução e regeneração. Para eliminar as digitais, a pessoa precisa sofrer uma lesão que atinja esta última camada, se não, as linhas voltam iguaizinhas”, explica Gualter.
 
E se a pessoa perder algum dedo, adquirir uma cicatriz ou tatuagem?
Ao contrário do que as pessoas imaginam, estas anomalias facilitam a identificação. Estas características aumentam as particularidades do indivíduo e facilitam sua distinção. No caso do ourives Gilberto, por exemplo, ainda restam a ele quatro digitais para análise, além do dado de ter seis dedos queimados. “Claro que facilita. Eu, por exemplo, tenho uma cicatriz no polegar. Quantas pessoas têm uma cicatriz idêntica à minha no mesmo dedo?”, destaca o professor.

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