Opinando também sobre a palmadinha


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O presidente Lula é visto em um de seus muitos discursos: polêmica em projeto do governo
O presidente Lula é visto em um de seus muitos discursos: polêmica em projeto do governo

Ainda sobre essa proposta do governo de proibir a palmadinha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou projeto ao Congresso no dia 14 de julho, durante as comemorações dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente -, continuo achando um absurdo querer interferir na administração da vida familiar e ainda dar mais “asas” a menores que já se julgam intocáveis, até quando repreendidos pelos próprios pais. Não se pode confundir o exagero, a violência que deixa marcas físicas e emocionais, com a medida adequada de correção da birra ou desobediência. Para coibir os excessos já existem muitas leis e não há necessidade de acrescentar mais uma que vai servir apenas para algumas crianças já sem limites virarem-se para os pais e ameaçarem de denunciá-los à polícia. A criança é mais inteligente do que muitos adultos imaginam e gosta de testar até onde pode chegar. Se não houver limites, ela vai avançar o sinal. Entendo os que acreditam apenas na conversa e no castigo (do tipo não ir ao cinema ou shopping no fim de semana ou ainda ficar sem sobremesa), mas há momentos em que a autoridade tem que ser demonstrada de forma mais contundente. Repito: palmada ou chinelada sem qualquer tipo de exagero mas na medida certa. Lembrando que a mão que dá uma palmadinha é a mesma que faz carinho, que dá o alimento, que protege, que defende e que indica o caminho certo. Há alguma coisa de errado nisso? De jeito nenhum. Que o Congresso seja mais realista e arquive essa bobagem.

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