Final triste: cãozinho Fred morre de anemia após trajetória de sucesso


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REENCONTRO - Fred andou quase 100 quilômetros para reencontrar a família, em Jeriquara. Na foto, a felicidade que durou poucos dias
REENCONTRO - Fred andou quase 100 quilômetros para reencontrar a família, em Jeriquara. Na foto, a felicidade que durou poucos dias

Fred, o cão que enfrentou uma saga de quase 100 quilômetros entre duas cidades para reencontrar sua família em Jeriquara, morreu longe deles durante a madrugada de sexta-feira, no hospital veterinário da Unifran (Universidade de Franca). Os veterinários da universidade ficaram à espera de animais doadores para realizar a transfusão de sangue e curar a grave anemia que Fred enfrentava. Como nenhum doador compatível foi encontrado, a transfusão não pôde ocorrer e Fred não resistiu à espera.


“Ele não aguentou a falta de hemácias no sangue, que comprometeu a circulação de oxigênio no organismo e infelizmente faleceu”, explicou a coordenadora do curso de medicina veterinária da universidade, Antonella Jacinto. Foram cogitadas várias possibilidades para a doença de Fred, mas até agora nenhuma foi confirmada. A mais provável é erliquiose, doença provocada por carrapatos. Fred vinha recebendo, desde o dia 27, medicamentos e soro, além de ter feito exames. Como as causas são desconhecidas, será necessária uma autopsia.


Fred ficou conhecido após percorrer estradas da região durante um ano e meio, entre as cidades de Ibiraci (MG) e Jeriquara para reencontrar a família que o tinha doado a um amigo. A mudança no comportamento do animal foi notada pouco antes da viagem para o Rio de Janeiro, onde se apresentou no programa Domingão do Faustão. “Ele não estava mais brincando com os meninos nem comendo direito. Achamos que fosse temporário por causa do longo tempo fora, mas o Fred só piorou”, disse Edson Soares, dono do cachorro.


Três semanas após o reencontro, os donos de Fred receberam a notícia da morte na manhã de ontem. “As crianças estão chorando inconformadas, queriam vê-lo, então fui até a universidade para que eles pudessem se despedir. Também estou muito triste”, relata Patrocínia Soares. Inconsolável, Ítalo Soares, de 11 anos, ao ser perguntado como se sentirá sem o amigo, responde apenas: “Com muitas saudades”.


Antonella diz que qualquer mudança no comportamento de animais de estimação deve ser acompanhada de perto. “Quando um proprietário percebe que o animal mudou seu comportamento de uma forma repentina, é sinal que algo está errado”.

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