Uma praça localizada em frente à Rua Professora Irani Pimentel Facury, na Vila Allan Kardec, era para ser um espaço de diversão e lazer para os moradores, mas se tornou nos últimos anos um tormento. Aos finais de semana, a vizinhança tem que conviver com boladas na garagem, carros estacionados em espaços reservados, pontos de drogas, som alto, brigas e ameaças de quem frequenta o local.
Eles alegam que os torneios de futebol ganharam proporções enormes e sem segurança alguma. “A praça recebe cerca de 800 pessoas para assistir aos jogos. Essas grandes competições são proibidas em local urbano”, disse a moradora Mariza Braga, que tem a casa localizada em frente à trava do gol. Sem proteção adequada, as bolas caem na garagem da moradora constantemente durante os jogos. “Eles pulam aqui para pegar a bola sem autorização. É um tormento”, disse.
O problema no bairro não é novo e se arrasta há pelo menos quatro anos. Além do campo de terra, há na Praça uma quadra de basquete, banheiros, árvores e bancos. O banheiro do local está interditado desde 2007 a pedido dos moradores. “Ele era usado como tráfico de drogas, pessoas durmiam e moravam nele, agora querem reabrir novamente”, disse.
Os moradores pediram ajuda aos vereadores, polícia, Prefeitura mas ninguém respondeu. “Vivemos com medo em frente a nossa própria casa”, disse a aposentada Neuza Batista Sartori. Um abaixo-assinado com 120 assinaturas também foi entregue ao Ministério Público. Pelo menos duas moradoras registraram boletim de ocorrência porque vem sofrendo ameaças dos frequentadores. “Vou entrar com um processo contra a Prefeitura por uso nocivo do patrimônio público. A nossa vida está correndo risco e nada está sendo feito”, disse Tereza Isaiais de Souza.
A solução, segundo os moradores, seria a construção de alambrados maiores nas quadras, policiamento ou que o local seja transformado em quadra de peteca ou pista para caminhadas.
O secretário de Obras e Serviços, Ismar Tavares, disse que se reunirá na semana que vem com os organizadores do campeonato para tentar resolver os problemas apontados pelos moradores. “Chamaremos os organizadores dos jogos para criarmos normas a serem cumpridas”, disse Ismar que admitiu que o espaço precisa passar por uma reforma. “Vamos nos reunir com o pessoal do setor de esporte e criar diretrizes de trabalho para ele ser melhorado”, disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.