Lázaro dos Reis percorre a cidade com um carrinho de mão há cerca de cinco anos para recolher materiais recicláveis e vender. Entre 2008 e 2009, sofreu com os efeitos da crise financeira mundial no setor de sucatas e teve receio de ficar sem emprego. “Passei muitas dificuldades na crise. Fiquei dias parado sem saber o que fazer. A única renda que tenho é catando sucata. Tiro R$ 300, R$ 350 por mês e caiu para R$ 50, R$ 40”, disse. Como outros catadores de sucata na cidade, Lázaro respira mais aliviado neste ano. “Estou mais confiante. A renda melhorou de novo”.
O aquecimento do mercado é oportunidade de emprego para as pessoas. Hormino Teixeira de Sousa, 37, já trabalhou na Colifran, empresa de coleta de lixo, e era servente de pedreiro. Em janeiro de 2010, foi convidado por um amigo que já trabalhava no Depósito de Sucatas do Aeroporto para fazer parte do time de funcionários do estabelecimento. Aceitou a proposta e há sete meses ajuda na separação e armazenagem dos materiais. Com renda de R$ 712 mais horas extras, está satisfeito. “É uma oportunidade de melhorar a renda”.
Fábio Montanheiro trabalha no mesmo local. Seu salário como ajudante geral no depósito tem sido em média de R$ 1.200, considerando as horas extras. “O trabalho é cansativo, mas sem esforço não há valorização de nada. A gente se acostuma, vai aprendendo e gostando dessa profissão”.
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