Setor de ferros velhos superam crise econômica e recontratam


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REAQUECIMENTO -Romildo Garcia Vilar, proprietário do depósito de sucatas no Jardim Aeroporto, é visto próximo a caminhões e montanhas de recicláveis: ele comemora a retomada do setor neste ano
REAQUECIMENTO -Romildo Garcia Vilar, proprietário do depósito de sucatas no Jardim Aeroporto, é visto próximo a caminhões e montanhas de recicláveis: ele comemora a retomada do setor neste ano

O entra e sai de caminhões, o barulho das latinhas de alumínio e da máquina de prensar garrafas pet voltaram a ser frequentes no Depósito de Sucatas do Aeroporto, que pertence a Romildo Garcia Vilar. O empresário demitiu quase 30 funcionários no ano passado por causa da crise financeira mundial que derrubou os preços dos recicláveis e provocou redução das vendas. Agora o empresário comemora o reaquecimento do setor de recicláveis e ferro velho. A maioria dos proprietários de outros depósitos confirma a melhora na procura pelos materiais e nos preços para comercializá-los a partir deste ano. Em 2009, o quilo do papelão comprado por R$ 0,32 caiu dez vezes e passou para R$ 0,03. Agora atingiu R$ R$ 0,20.


No depósito de Romildo trabalhavam 42 pessoas, mas o quadro de funcionários foi reduzido para 13 durante a crise. A melhora nas vendas nos últimos meses permitiu recontratações e se continuar no mesmo ritmo pode resultar em novos empregos. “As empresas deixaram de produzir e comprar matéria-prima. Com isso, baixou muito o preço dos materiais e foi preciso demitir. Estamos com 33 funcionários na firma de volta e podemos contratar mais”, disse o dono do depósito.


Segundo ele, o preço para compra e venda dos recicláveis melhorou, mas ainda não atingiu os patamares de meados de 2008, antes da crise. O quilo da latinha custava R$ 2,80 e chegou a R$ 0,70. O quilo do alumínio é comprado pelos depósitos por R$ 2. “Já houve momentos difíceis em outros anos, mas essa foi a crise mais drástica”, disse Romildo, que trabalha com sucatas há 44 anos.


Com o aquecimento da economia, os negócios aqueceram. “As firmas voltaram a pedir materiais porque para fazerem o novo precisam do velho”. Romildo movimenta 40 toneladas de recicláveis e ferro velho por dia.


A Maguifer, no Jardim São Paulo, foi outro depósito de sucatas a recontratar funcionários. Entre outubro e dezembro de 2008, a empresa dispensou 20 empregados e permaneceu com apenas dez. Com a melhora dos preços e aumento das vendas, contratou 14 pessoas. No local, entre recebimento e fornecimento, circulam 700 toneladas de materiais por mês.


Benedito Antônio da Costa trabalha com sucatas há 18 anos. Depois de ficar um tempo parado, decidiu abrir uma empresa em Franca para comprar e vender de papelão, plástico, alumínio e ferro. Há um ano e dois meses, comercializa os materiais e comemora a expansão nos negócios. Quando abriu o estabelecimento, contratou apenas um funcionário e aumentou o quadro para nove. Precisou empregar motoristas e ajudantes gerais.


Os catadores de recicláveis também sofreram com a crise entre 2008 e 2009 e, como o efeito do setor é em cadeia, comemoram o aquecimento.

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