O levantador Marlon, 33, campeão da Liga Mundial de vôlei com a seleção brasileira neste ano, reconheceu ontem que a modalidade ainda precisa crescer dentro do país. O jogador do Minas Tênis defende mudanças na forma de organizar o vôlei brasileiro.
“Esse é um tema bem complicado e eu posso resumir que isso se resume a política. O vôlei brasileiro precisa sofrer algumas mudanças políticas. Para que se melhore as categorias de base em todo o Brasil, e não só no sul do país, onde está o grande polo. Nosso país tem condição para isso.” O jogador concedeu entrevista após uma oficina que o Minas Tênis promoveu com 87 adolescentes de Franca no Poliesportivo.
Apesar de o país ter uma seleção forte, nove vezes campeã da Liga Mundial - o último título foi conquistado neste domingo, quando o time bateu a Rússia na Argentina e Marlon jogou -, os clubes ainda não têm tanta expressão.
Para tentar mudar isso, o clube colocou frente a frente adolescentes francanos e jogadores de expressão, como o próprio Marlon e o oposto André Luiz (ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008). “Acho que o principal objetivo é aproximar grandes atletas que seriam espelhos a essas crianças. Mostrar que a realidade não é tão distante e eles podem sonhar alto”, disse Marlon, que mostrou muita humildade.
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