A arquiteta e secretária de Planejamento, Valéria Marson, disse ontem à reportagem ao Comércio que não existe plágio no projeto da obra dos córregos Cubatão e Bagres. Segundo a secretária, que já apresentou a defesa junto ao Crea, há pelo menos três principais diferenças entre o projeto executado pela Prefeitura de Franca e o apresentado pelos denunciantes.
Na documentação de defesa, que contém 13 páginas, Valéria diz que a empresa da qual os autores da denúncia fazem parte está envolvida em um escândalo investigado pelo Ministério Público. “A Prefeitura de Franca não tem qualquer interesse em utilizar projetos lançados sob suspeita. Não tenho porque copiar isto”.
Entre as diferenças alegadas pela secretária, estão o deslocamento da rede de emissários de esgoto, que não estava previsto no projeto dos denunciantes, assim como o rebaixamento de rochas e o uso de concreto pré-moldado no método de execução da obra. “Os dados de vazão de água é igual para todos, assim como a fórmula utilizada para os cálculos”, disse Valéria.
Ainda na defesa, a secretária diz o projeto dos denunciantes é inadequado para a solução definitiva dos problemas locais, já que não prevê a reconstrução do canal dos Bagres. Valéria diz também que todo o estudo técnico foi elaborado pelo engenheiro Elder Damião Barbosa e não por ela.
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