Doutores dos dentes


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Dentistas têm que superar traumas de pacientes e mercado concorrido
Dentistas têm que superar traumas de pacientes e mercado concorrido

Além da dedicação e profissionalismo que todas as carreiras exigem, o dentista também precisa dominar algumas habilidades da psicologia para se manter em um mercado cuja concorrência é grande. Muitos pacientes carregam consigo traumas do passado da odontologia, tempo em que, com pouca tecnologia, as experiências nos consultórios eram mais doloridas.


A dentista Marília Andrade Nogueira, de 24 anos, confirma esta exigência extra da profissão. “Tem bastante gente que chega com muito medo, pensando na consulta que fez há muitos anos. Então, temos que ser um tanto quanto psicólogos”, conta, salientando que hoje a realidade da profissão é bem melhor. Segundo ela, atualmente os dentistas dispõem de uma série de instrumentos adequados para efetuar procedimentos indolores e limpos. Vários materiais são descartáveis e a anestesia está sempre presente nos momentos necessários.


Marília formou-se pela Unifran em 2007. Atua em três locais diferentes e diz que se apaixonou pela odontologia pela frequência que visitava o dentista. “Usei aparelho quando era muito jovem e, de tanto frequentar o dentista, acabei gostando da profissão”.


A odontologia exige também muito cuidado com a higienização e esterilização do ambiente de trabalho. A cada troca de paciente no consultório, todo um procedimento de limpeza tem que ser feito, como explica o dentista Rafael Coutinho Freitas, proprietário da Central Clínica Odontológica, um dos locais de trabalho de Marília. “Fazemos a retirada de todos os instrumentos utilizados para esterilização em autoclave (aparelho de esterilização por meio de calor, umidade e pressão), desinfecção de toda a sala com álcool 70% e troca dos materiais descartáveis”. O controle de limpeza tem que ser rigoroso porque qualquer descuido pode ocasionar a contaminação do paciente.


O dentista Felipe Augusto Ponte Monteiro, de 24 anos, diz que uma das qualidades necessárias para um profissional desta área é a adaptação a cada caso. “Passamos por situações diferentes a todo o momento, cada paciente tem suas particularidades. Não é só colocar dente no lugar, tem que entender de engenharia, saber manusear e enxergar para que os dentes fiquem perfeitos”.


Felipe também se formou na Unifran, única opção de formação em odontologia em Franca. Atua como dentista desde 2008, sempre na clínica do seu pai, o também dentista Adilson César Monteiro Júnior. “Tenho contato com a odontologia desde pequeno, meus pais são dentistas”, conta.


RENDA E CONCORRÊNCIA
Os rendimentos salariais dos dentistas são muito variáveis. Existem diversas especialidades, como implantodontia, estética, endodontia (tratamento de canal), ortodontia, entre outras. E cada procedimento tem valor diferente. Segundo Rafael, os rendimentos deste profissional podem variar de R$ 1 mil para clínicos gerais recém-formados até cerca de R$ 9 mil para profissionais experientes das áreas de implantodontia, estética e reabilitação oral. Rafael acredita que o mercado em Franca está saturado. “Só na região próxima ao terminal de ônibus (do centro), onde está minha clínica, tem cerca de 10 clínicas odontológicas”.


Para superar a grande concorrência, Marília afirma que o dentista ter que ser dedicado e estar sempre se atualizando, jamais parar de estudar. “Já estou fazendo curso de aperfeiçoamento em ortodontia. A concorrência em Franca é muito grande, se você parar fica para trás”, destaca. Felipe pensa da mesma forma. “Tem que ter força de vontade, gostar mesmo, a rotina é dura e não param de surgir novos dentistas”, completa.

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