MIS recebe doação de quase quatro mil obras


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São quase quatro mil fitas VHS e LPs de vários estilos musicais, nacionais e internacionais. O lote foi doado ao MIS (Museu da Imagem e do Som) “Bonaventura Cariolato”, de Franca, pelo secretário de Cultura de Santos, Carlos Pinto. Com a doação, o acervo, que está em processo de digitalização, passa a ter mais de 20 mil fotos, vídeos, fitas e LPs, além dos diversos equipamentos antigos.


Na última semana o presidente da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura), Reginaldo Emídio da Silva, foi pessoalmente à Santos receber o material composto de 3.325 discos e 622 fitas VHS.


Na tarde de ontem o diretor do MIS, Luiz Cláudio Barsoteli, recebeu o lote, que será catalogado para depois ser digitalizado. “Além de enriquecer o acervo, a disponibilização para pesquisa e cultura é muito importante. Essa é a nossa função e depois deste trabalho também vamos repassar o material para outra cidade”, afirma Barsoteli.


De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Franca, o acervo doado contém LPs de cantores como Chico Buarque, Elis Regina, Caetano Veloso, Astor Piazzolla & Gerry Mulligan, Beatles, Phil Collins, Frank Sinatra e Stevie Wonder. Entre as fitas VHS, destacam-se Carmem Miranda - Bananas is My Business, A Liberdade é Azul, Videoteca Folha - Lua De Fel, A Doce Vida, clássicos da Walt Disney, gravações de festivais de música brasileira e documentários sobre arte e história.


Com a doação, o acervo do MIS passa a contar com mais de 10.800 discos, 8.523 fotos, mais de 800 fitas VHS, além de diversas peças antigas - telefones, rádios, filmadoras, microfones, câmeras fotográficas, entre outras.


DIGITALIZAÇÃO ESTÁ ATRASADA
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o MIS de Franca foi criado há 19 anos, por meio de Lei Municipal, e tem como objetivo atender a comunidade francana, no resgate histórico de sua memória através do registro da imagem e som. No entanto, o acervo só começou a ser digitalizado em 2006 com a contratação do diretor Luiz Cláudio Barsoteli.


“O trabalho de digitalização é muito demorado, é um processo lento. O Museu, que tem sua sala permanente na Feac, não empresta material, apenas fornece cópias daquilo que tem direitos autorais. No site (www.misfranca.com.br) a pessoa pode acessar os arquivos para pesquisas, mas o download é proibido”, explica Barsoteli.


Para se ter uma ideia do atraso deste trabalho, de um total de 5 mil discos (LPs, compactos, 45 e 78 rotações), apenas 1.100 foram digitalizados e, mesmo assim, ainda não estão disponíveis no site do MIS, que está sendo reformulado. “Cerca de 30% de todo o acervo (fotos, áudios e vídeos) já foi digitalizado. A previsão é de reinaugurar o novo site em novembro, no aniversário da cidade”, explica Barsoteli.

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