Segurança ignorada


| Tempo de leitura: 2 min

Uma pesquisa feita pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo aponta que apenas 11,2% dos adultos que viajam no banco de trás de carros particulares na cidade de São Paulo usam o cinto de segurança. Já no banco da frente, 92,9% das pessoas utilizam o acessório. O levantamento analisou carros particulares, táxis e ônibus da capital entre o dias 6 e 23 de janeiro de 2009. Ao todo, 11.245 automóveis foram analisados. Esta é uma situação que preocupa, uma vez que a lei tornou obrigatório o uso do acessório tanto para motoristas quanto para passageiros e acaba sendo ignorada, embora seja necessária para a segurança dos ocupantes de veículos automotores. Afinal, a falta do cinto de segurança eleva em 40% as chances de ferimentos graves em acidentes de trânsito.


Ou seja: o motorista brasileiro continua não levando a sério a necessidade de cercar-se de aparatos que lhe deem maior tranquilidade ao dirigir, capazes de proteger não apenas os ocupantes do carro mas também os de outros veículos e transeuntes. O cinto de segurança é uma ferramenta simples que serve para proteger a vida e diminuir as consequências dos acidentes de trânsito. Ele impede, em casos de colisão, que o corpo humano se choque contra o volante, painel e para-brisa, ou que seja projetado para fora do carro. Estudos comprovam que uma pessoa de 60 quilos sofre um impacto de uma tonelada caso um veículo trafegando a 100 km/h pare bruscamente, por causa de uma batida. Ou seja: as chances de sobrevivência são mínimas. O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) já levantou que as infrações de trânsito que mais matam no Brasil (e que são de difícil fiscalização) são a falta de cinto de segurança e embriaguez do motorista.


Caso os condutores de veículos automotores fossem um pouco mais conscientes, preocupando-se com todos os ítens de segurança e não dirigindo depois de ingerir bebidas alcoólicas, o número e a gravidade dos acidentes de trânsito poderiam ser reduzidos drasticamente. Vidas são ceifadas de forma sistemática em razão deste coquetel mortal (álcool + imprudência), quando seria fácil resolver este problema grave para toda a população brasileira apenas com a observância e respeito às leis de trânsito. Não podemos mais assistir de braços cruzados a tantas ocorrências sangrentas e tristes, que deixam filhos sem pais, irmãos sem irmãos e pais sem filhos. Uma situação triste e que é causada apenas por conta da ação do ser humano. Enquanto os automóveis se tornarem armas e seus condutores ignorarem as advertências para o perigo de não seguir as leis de trânsito, continuaremos vivendo este tipo de situação que só serve para destruir todo o futuro que os envolvidos poderiam ter.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários