Depois de dizer que não havia recebido a carta precatória para ouvir Tirso Meirelles sobre o seu envolvimento no acidente com três mortos, a Polícia Civil de Franca afirmou que o candidato a deputado federal pelo PSDB deverá prestar depoimento na próxima semana. O interrogatório será comandado pelo delegado Luiz Carlos da Silva, do 1º Distrito Policial.
Tirso foi avisado por telefone que deverá se apresentar à delegacia localizada no Centro para dar sua versão sobre a tragédia. “Eu pretendia ouvi-lo esta semana, mas ele alegou que deverá voltar ao hospital para realizar alguns exames. Estando ele na cidade, vou colher seu depoimento. Se preciso, vou até a casa dele”, disse o policial.
A reportagem publicada pelo Comércio, domingo, informando que 36 dias após o desastre que matou pai, mãe e filha, de Guará, Tirso ainda não havia dado explicações à polícia, teve intensa repercussão. Até a tarde de ontem, mais de oito mil pessoas haviam acessado a página eletrônica do jornal para ler as matérias sobre o caso. Dezenas de leitores deixaram comentários. Repudiaram o fato de o candidato não dar assistência à filha do casal morto no acidente e criticaram a demora da polícia em apurar responsabilidades.
Ontem, Tirso continuou adotando a estratégia do silêncio. Pedidos de entrevistas foram feitos, em vão, para sua assessoria. O Comércio também ligou para o celular do candidato. Quando o repórter se identificou, um homem com a voz parecida com a de Tirso, que disse chamar-se “Roberval”, falou que ele estava fazendo fisioterapia e que retornaria depois, o que não aconteceu.
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