Amigos com benefícios


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Ben (Ryan Hansen) e Sara (Danneel Harris), da nova Friends With Benefits, procuram o amor verdadeiro. Mas enquanto ele não aparece, se divertem juntos
Ben (Ryan Hansen) e Sara (Danneel Harris), da nova Friends With Benefits, procuram o amor verdadeiro. Mas enquanto ele não aparece, se divertem juntos

Ele é legal, bonito, engraçado, tem um emprego bacana, faz você se sentir muito bem mas, mesmo assim, por "n" motivos não é exatamente o genro que seus pais pediram a Deus. O jeito, então, é se contentar com a "amizade com benefícios".


O termo surgiu há cerca de cinco anos e esse tipo de relação aparece com frequência em filmes e seriados de televisão, como Friends (com o casal Monica e Richard), House (com Chase e Cameron), Seinfeld (com Jerry e Elaine) e, mais recentemente, The Big Bang Theory, transmitido nos Estados Unidos pelo canal CBS e no Brasil pela Warner. Na sitcom, os nerds Leonard Hofstadter e Howard Wolowitz mantêm em alguns episódios esse tipo de relacionamento com a cientista Leslie Winkle. Eles ficam um tempo juntos e no dia seguinte seguem suas vidas - sozinhos, solteiros e felizes. Simples assim!


O tema está tão em alta que inspirou até mesmo uma nova série. Produzida pela 20th Century Fox Television e escrita pelos mesmos autores do filme 500 dias com ela - Scott Neustadter e Michael H. Weber -, a Friends With Benefits vai falar sobre um grupo de cinco amigos que, em busca de relacionamentos perfeitos, resolvem solucionar os problemas sentimentais entre eles mesmos. O romance moderno, que traduzido para o português é justamente os "amigos com benefícios", é a aposta que a NBC está gravando para a nova safra de séries.


Friends With Benefits é protagonizada por Danneel Harris (a Rachel Gatina, da série One Tree Hill), Jessica Lucas (a Riley de Melrose Place), Ryan Hansen (de Verônica Mars), Fran Kranz (Um ser desconhecido de Dollhouse) e por lan Reed Kesler (Medium e Sons Of Tucson).


Na vida real, os “amigos com benefícios” também existem. A estudante de direito Lívia Marina Ricardo, 26, mantém uma relação com essas características há nove meses com um colega de sala. Depois de um namoro complicado de quase sete anos, ela agora quer apenas o lado bom da relação: ficar junto, se divertir, sanar a carência que às vezes aparece, ter carinho e se divertir junto. “Meu ex era ciumento, pegajoso... Eu não ia nem ao shopping sozinha. Meu ‘amigo’ atual sabe os limites da nossa relação”, conta a estudante.


Lívia e o “namigo”, como ela costuma se referir ao novo parceiro, têm princípios básicos no relacionamento que ambos seguem, como não perder nunca a amizade e o respeito entre eles, não cobrar o outro e se verem apenas quando der vontade. O que impede uma relação como a deles de se tornar um namoro de verdade são pequenas características e atitudes que impossibilitariam a felicidade do casal, como a infidelidade, por exemplo.


A jornalista P, 32, já teve três “amigos com benefícios” e mantém desde 2007 a mesma "amizade". "Eu só fico com as coisas boas do namoro. Tenho a companhia, a atenção e o carinho e não preciso nem ser fiel. Exceto quando saímos juntos, é claro", conta. O casal é feliz junto, mas não por mais de duas horas. "O comportamento do meu parceiro me irrita quando ficamos muito tempo juntos. É uma pessoa que eu gosto, mas não a ponto de chamar de namorado", conta P.


O tipo de relacionamento que eles mantêm pode não ser tão simples assim se houver envolvimento emocional de um dos dois. Para a psicóloga Vanessa Maranha, a expressão "amigos com benefícios" é apenas uma nova tarja para a velha e conhecida amizade colorida, mas com a novidade de encarar carícias como ganhos extras e um contrato implícito de relação sem envolvimento, como se fossem lineares e exatas as emoções. "O parceiro pode até certo ponto ser uma escolha racional baseada em crivos muito particulares, mas em relacionamentos, quaisquer que sejam, não há grandes garantias e os riscos e as surpresas são inerentes a todas as situações".

Veja o quadro abaixo:

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