Candidato a deputado some de circulação


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Tirso Meirelles sempre foi visto com frequência em eventos e colunas sociais. De primeiro de maio a 19 de junho, dia do acidente, apareceu 14 vezes em colunas de diferentes veículos da cidade. Apenas no dia 17 de junho, dois dias antes do acidente em que se envolveu, foram três aparições simultâneas. Chegou a dar nome a um troféu entregue a “celebridades”.


Depois do acidente, as aparições públicas e destaques na imprensa tiveram drástica redução. As poucas notas publicadas a seu respeito tratavam apenas de sua “recuperação”. Sobre a família morta no acidente, nenhuma palavra de Tirso.


Sempre que procurado pelo Comércio, desde a época do acidente, Tirso, por meio de sua equipe de assessores, recusou a dar sua versão sobre os fatos. Na tarde de sexta-feira, o coordenador da campanha, Edvaldo José da Costa, foi procurado por três vezes pela reportagem e, em todas as oportunidades, informou que Tirso não quis falar. Na tarde de ontem, nova tentativa foi feita junto a Edvaldo para que convencesse o candidato a dar sua versão sobre o acidente. Mais uma vez sem sucesso. “O Tirso está muito preocupado, inseguro e abalado. Ele prefere não se manifestar no momento”.


O GCN ligou para o celular que Tirso habitualmente usava antes do acidente, sem sucesso. O número de um novo celular - obtido junto a pessoas próximas - indicava caixa postal. Recados foram deixados, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Outras cinco ligações foram feitas para números residenciais de São Paulo e Franca, mas não foram atendidas. 


Tirso, que estava em São Paulo, retornou a Franca na noite de sexta-feira e deveria participar de um evento religioso. Para este domingo, está prevista a presença em um almoço social. Seu comitê de campanha na cidade, se nada mudar, deve ser inaugurado no próximo sábado.

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