Karen Daniele recebeu a reportagem do GCN na casa em que está vivendo em Guará. A garota fala sobre a dor da ausência da família, da lentidão da polícia em apurar os fatos e sobre o que considera “falta de atenção do motorista” envolvido no desastre que acabou com sua família.
Comércio - Como você está passando?
Karen Daniele - Está sendo bem difícil. A cada dia que passa, tudo o que a gente faz, a gente lembra da família. Não é fácil. Eu falo para todo mundo: “Perder uma pessoa não é fácil. Perder três, então, é mais difícil ainda”. Mas tenho que seguir em frente. Já que eu fiquei, pretendo honrar o nome deles.
Karen Daniele - Está sendo bem difícil. A cada dia que passa, tudo o que a gente faz, a gente lembra da família. Não é fácil. Eu falo para todo mundo: “Perder uma pessoa não é fácil. Perder três, então, é mais difícil ainda”. Mas tenho que seguir em frente. Já que eu fiquei, pretendo honrar o nome deles.
Comércio - O que mais te revolta?
Karen Daniele - A lentidão nas investigações sobre as causas do acidente. Se fossem outras pessoas, não sei. Talvez pelo fato de a gente ser mais pobre, pode ter alguma coisa a ver com isto. Às vezes, parece que a polícia não dá tanta importância para o que aconteceu pelo fato de ele ser um candidato a deputado. Eu queria que eles agissem um pouco mais rápido e pegassem no pé. É preciso esclarecer esta história para ver quem é quem de verdade.
Karen Daniele - A lentidão nas investigações sobre as causas do acidente. Se fossem outras pessoas, não sei. Talvez pelo fato de a gente ser mais pobre, pode ter alguma coisa a ver com isto. Às vezes, parece que a polícia não dá tanta importância para o que aconteceu pelo fato de ele ser um candidato a deputado. Eu queria que eles agissem um pouco mais rápido e pegassem no pé. É preciso esclarecer esta história para ver quem é quem de verdade.
Comércio - Do que você mais sente falta?
Karen Daniele - Da minha mãe. Sinto falta dos três, mas colo de mãe é diferente.
Karen Daniele - Da minha mãe. Sinto falta dos três, mas colo de mãe é diferente.
Comércio - Houve algum contato do Tirso com você? Como está sendo o acompanhamento?
Karen Daniele - Não houve nenhum contato, ele não me procurou para nada. Nem sequer deu uma ajuda ou ligação.
Karen Daniele - Não houve nenhum contato, ele não me procurou para nada. Nem sequer deu uma ajuda ou ligação.
Comércio - A falta de atenção deixa você chateada?
Karen Daniele - Chateada e com um pouco de raiva diante do que aconteceu e a pessoa não ter se pronunciado. Querendo ou não, foi um fato muito grave, muito grave. Não é possível que ele não tenha um coração dentro do peito. Se ele acha que não é culpado, não sei o que passa na cabeça dele, acho que pelos menos um pedido de desculpa, sabe, alguma coisa, uma conversa franca. Mas, não, ele não me procurou nem para isto.
Karen Daniele - Chateada e com um pouco de raiva diante do que aconteceu e a pessoa não ter se pronunciado. Querendo ou não, foi um fato muito grave, muito grave. Não é possível que ele não tenha um coração dentro do peito. Se ele acha que não é culpado, não sei o que passa na cabeça dele, acho que pelos menos um pedido de desculpa, sabe, alguma coisa, uma conversa franca. Mas, não, ele não me procurou nem para isto.
Comércio - Alguém da família do Tirso procurou por você?
Karen Daniele - Não, ninguém da família dele. Terceiros vieram falar em nome dele, mas não sei se posso acreditar.
Karen Daniele - Não, ninguém da família dele. Terceiros vieram falar em nome dele, mas não sei se posso acreditar.
Comércio - O que eles disseram para você?
Karen Daniele - Ofereceram escola, ajuda, coisas materiais, mas não é isto que importa, não é isto o que eu quero.
Karen Daniele - Ofereceram escola, ajuda, coisas materiais, mas não é isto que importa, não é isto o que eu quero.
Comércio - O que você quer?
Karen Daniele - Justiça, só.
Karen Daniele - Justiça, só.
Comércio - O que seria a justiça para você neste caso?
Karen Daniele - Por enquanto, como não temos nada de concreto, seria que a polícia tivesse um pouco mais de consideração e apurar os fatos. Depois, com tudo comprovado, a gente veria qual seria a justiça.
Karen Daniele - Por enquanto, como não temos nada de concreto, seria que a polícia tivesse um pouco mais de consideração e apurar os fatos. Depois, com tudo comprovado, a gente veria qual seria a justiça.
Comércio - O que você gostaria de falar para o Tirso e para os policiais que estão investigando o caso?
Karen Daniele - Para o Tirso, sinceramente, eu não gostaria de falar nada. Para a polícia, eu gostaria de falar que, se eles pudessem dar um pouco mais atenção e ver o lado de cá, pediria para olhar com outros olhos. Sei que tem muita coisa envolvida, muita gente, muitos nomes, mas, se eles pudessem dar atenção e ver o meu sofrimento, eu agradeceria.
Karen Daniele - Para o Tirso, sinceramente, eu não gostaria de falar nada. Para a polícia, eu gostaria de falar que, se eles pudessem dar um pouco mais atenção e ver o lado de cá, pediria para olhar com outros olhos. Sei que tem muita coisa envolvida, muita gente, muitos nomes, mas, se eles pudessem dar atenção e ver o meu sofrimento, eu agradeceria.
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