O tema central da celebração eucarística neste domingo é a Oração. A oração é uma relação de aliança, um compromisso de amor que Deus fez com seu povo. Pela oração existe uma parceria entre Deus e o povo.
Os cristãos rezam em nome e a exemplo de Jesus Cristo, o mediador da nova aliança. A oração é uma relação viva e pessoal com o Deus verdadeiro. É mais que palavras, mais que fórmulas, mais que gestos. Os textos litúrgicos deste domingo, são estes: Gênesis 18; Carta aos Colossensses 2, São Lucas 11.
A primeira leitura apresenta um diálogo entre Deus e o patriarca Abraão. Deus esperava que o povo praticasse a justiça e o direito mas os pecados de Sodoma e Gomorra clamavam ao céu. Abraão preocupa-se: Deus destruirá o justo com o pecador? No diálogo com Deus, quer saber quantos justos são necessários para salvar a cidade inteira? Deus responde mostrando-se compassivo e misericordioso, pois poupa a cidade por causa de poucos justos. Deus está sempre disposto a perdoar o ser humano.
Na Carta de São Paulo aos Colossenses, o apóstolo convida à esperança ao afirmar: “Deus vos chamou de novo à vida juntamente com ele, tendo perdoado todos os vossos pecados”. Lemos na 1ª leitura que Deus, em atenção aos justos da cidade (se houvessem), perdoaria seus pecados. Jesus é o grande Justo em atenção a quem o Pai perdoou os pecados. Estes, no Batismo foram destruídos. Agora, ressuscitados com Cristo, vivemos uma vida totalmente nova. Essa vida, porém, não nos veio de maneira mágica. Exigiu nossa conversão, o arrependimento de nossos pecados, não somente na ocasião do Batismo, mas todos os dias. Cotidianamente devemos tirar as ervas daninhas que, deixadas em nosso coração, pouco a pouco vão sufocando a semente da Palavra de Deus. Por isso, comemos o Pão da Vida, por cuja força prosseguimos em nossa caminhada rumo ao Pai.
No evangelho São Lucas diz que Jesus estava rezando e o modo como ele rezava despertava o desejo dos discípulos em aprender mais. Provoca-se, então, o pedido: “Senhor, ensina-nos a orar”. Jesus ensinou o Pai-Nosso. Essa se tornou a oração dos discípulos de Jesus. Como Jesus encontrou forças na oração para cumprir sua missão, os discípulos e discípulas buscavam, através da oração do Pai-Nosso, permanecerem firmes no projeto de Deus. No Pai-Nosso, Jesus ensina a denominar Deus de forma carinhosa, filial: ele é “Pai”. Santificar o nome de Deus, que é Pai, é reconhecê-lo e glorificá-lo como o Senhor da vida que age na humanidade. Pedir o “Reino de Deus” é abrir o coração para acolher o evangelho. Assim é que colaboramos na realização plena do Reino e na construção de um mundo melhor.
Outro pedido: o pão de cada dia, dá-nos hoje. Jesus ensina a pedir e a buscar comunitariamente o sustento de cada dia, na certeza de que Deus o proverá, assim como alimentou o povo no deserto com o maná colhido à cada dia. Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos aos que nos ofendem: o perdão é manifestação do amor e da misericórdia de Deus, que faz viver fraternalmente como irmãos e irmãs. E não nos deixeis cair em tentação; como Jesus venceu as tentações no deserto, é preciso deixar-se conduzir pelo Espírito de Deus para não ser seduzido pela ambição de glória e poder, dinheiro e injustiças. Seja feita a tua vontade e livra-nos do mal: são dois pedidos que expressam o resultado de quem se deixa conduzir por Deus; assim se alcança a santidade.
A EFICÁCIA DA ORAÇÃO
Jesus afirma que a oração cristã é sempre atendida. Orar significa sair das trevas dos nossos pensamentos e das nossas paixões para imergir em Deus. Quando transformamos a nossa mente e o nosso coração, a oração alcançou o seu resultado e foi atendida.
REZAR EM CASA
Tem valor e Deus escuta. Muitas coisas piores não acontecem porque muitas pessoas rezam, em seu lar, para que Deus reine nos corações dos homens e muitos se convertam.
É a oração denominada “comunitária”. É a oração litúrgica que rezamos em comunidade, de modo particular, nas celebrações.
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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