Testamos o iPad. E gostamos


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Denise Silva, editora-executiva do Comércio
Denise Silva, editora-executiva do Comércio

‘Ele é pequeno, fino, altamente portátil, confortável e tem um design lindo. Além disso, é fácil de usar. Permite acesso rápido às contas de e-mail, redes sociais, portais de notícias, vídeos online, livros, músicas, jogos. Quero um!!!!”, disse o repórter do GCN Tiago Pereira, depois da primeira experiência com o iPad. Ele é mais um dos fãs que não economizam elogios quando descrevem o xodó dentre os últimos lançamentos da  Apple. A reação de Tiago não me surpreende mais. Ele é a enésima pessoa para quem empresto meu tablet e que se rende aos seus encantos. Foi assim com boa parte da redação do GCN, em casa e entre amigos. Além dele ser tudo isso relatado por Tiago, ele ainda é muito exclusivo. Pareço, então, a criança que tem o brinquedo mais legal da turma. Todo mundo quer brincar comigo. Ou melhor, com o meu iPad.


E, realmente, é um privilégio já tê-lo em mãos. Eu e o diretor-executivo do GCN, Corrêa Neves Jr., tivemos a sorte de estar justamente em Nova Iorque, ao lado de outros colegas do grupo, poucos dias depois do lançamento mundial do iPad. Claro que Júnior, um aficionado por tecnologia, não perderia a chance de uma “visitinha rápida” à loja da Apple, logo ali, pertinho do Central Park. Me convenceu a acompanhá-lo e, no final, sai de lá com meu iPad debaixo do braço e um indisfarçável sorriso no rosto. Ele é irresistível. Júnior, claro, também comprou o seu e, de quebra, trouxemos um para a editora-executiva do grupo, Denise Silva, que o encomendou com todos os cuidados. Cada um de nós pagou US$ 500 pelo iPad e somos, desde abril, felizes proprietários desse aparelho danado de charmoso. Como sou um ser humano de coração nobre, deixei meu aparelho passear livremente pela redação, entre as mãos ávidas e olhos brilhantes de jornalistas, fotógrafos, diagramadores, radialistas... Enfim, a turma da comunicação quase pirou e, desde então, reações como as de Tiago têm sido unânimes. Eu sei, eu sei. O leitor deve estar pensando que isso é fogo de palha. Mas já esclareço que não. Eu, Júnior e Denise usamos diariamente o iPad desde o dia da chegada ao Brasil, em 1º de maio. E, depois de um teste prolongado de três meses de uso contínuo, comprovamos: vale a pena.


Eu costumo dizer que a culpa por eu ter me rendido de primeira ao iPad é da Lady Gaga. Quando cheguei à loja da Apple, vi dezenas de aparelhos disponíveis para teste e muita gente, muita mesmo, experimentando. Júnior pegou um e não largou mais enquanto eu, confesso, resisti um pouco. Fiquei circulando pela loja com ares de “como vocês são deslumbrados. Eu que não cedo a qualquer modismo tecnológico”. Muito bem, como o Júnior decididamente não largava mais o seu tablet, decidi testar também. Peguei um de forma displicente, subjugando o potencial do mesmo. Como ele é muito intuitivo, entrei de cara no YouTube e assisti ao clipe da loira. A conexão foi imediata e a imagem absolutamente perfeita. Como meu fraco é música, automaticamente desejei ter um aparelho como aquele, que me permitisse assistir assim, lindamente, a qualquer clipe. Claro que ao chegar ao Brasil dei ao meu tablet várias outras utilidades. É nele, por exemplo, que leio e respondo e-mails, que agendo compromissos e que, até, revejo a capa do Comércio diariamente, de casa, antes de liberá-la para a impressão.


Júnior, usuário ainda mais contumaz que eu, diz com propriedade que o produto conquista pela “simplicidade, praticidade e polivalência” (Viu como os adjetivos surgem naturalmente? É impressionante!). “Ele é muito intuitivo, tem apenas um botão. Utilizo meu iPad para tudo. Substituiu minhas agendas e listas de contatos, posso colocar as pautas das reuniões (e são muitas) diretamente nele e dessa forma concentrar as informações mais essenciais do meu cotidiano em um único local. Esta sensação de ter tudo o que você precisa sempre com você é ótima”, disse, acrescentando que utiliza o iPad para ler jornais, livros e visitar os sites favoritos.


O tablet vai além da tecnologia. Os mais entusiastas chegam a criar laços íntimos e pessoais com seu iPad. A editora-executiva do Comércio, Denise Silva, é generosa na hora de ensinar coisas novas que descobre no iPad, mas não esconde que sente ciúmes do seu aparelho. Ela, já observei, até evita circular muito com ele pela redação para evitar ter que dividi-lo. “Não deixo ninguém pegá-lo. Uso ele na minha cama, no trabalho, em todo o lugar. Posso responder e-mails, verificar os portais de notícias. É o máximo”, se desmancha. Já sei. O leitor vai dizer que sucumbimos e perdemos o senso crítico. Não. Jamais. Conseguimos claramente, ao longo desses meses, identificar os defeitos do iPad. Ele não possui portas USB e a memória é pequena - hoje em dia, 64 gigabytes é pouco. O iTunes, única alternativa para adquirir arquivos e aplicativos para o iPad, é bloqueado no Brasil, o que limita as possibilidades do produto. Por enquanto, ainda não existem títulos de livros em português, somente em inglês, e o teclado virtual não é exatamente a melhor opção para produção textual.


“Ele é ideal para textos curtos, mas não para uma grande produção”, disse Júnior. Mas que, como todo apaixonado, logo encontra um atenuante para os defeitos do objeto amado: “Se assim ele já é tão bom, imagine quando tivermos acesso a todos os aplicativos do iTunes?”. Nós, os adoradores do iPad, esperamos ansiosamente.

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