Fim de férias: ensino em evidência


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Para alguns, é o fim do tumulto. Para outros, acabou-se o sossego. A verdade é que mais de 70 mil alunos das escolas municipais e estaduais devem voltar às aulas no decorrer desta semana. Os 50 mil alunos da rede estadual serão os primeiros a voltarem às atividades na próxima terça-feira, 27. Os alunos da rede municipal, que somam 23 mil e estavam de folga desde o dia 5 de julho, retornarão um dia depois, na quarta-feira, 28. Já os 20 mil universitários das Faculdades de Direito, Uni-Facef (Centro Universitário de Franca) e Unifran (Universidade de Franca) só retornarão às aulas a partir do dia 2 de agosto.


A retomada das aulas acontece ainda sob o impacto da divulgação dos índices do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mostrando que as melhores escolas em Franca e região são particulares. As únicas duas escolas públicas que estão entre as melhores são estaduais - uma de Franca e outra de Batatais.


O Novo Colégio (particular), de Franca, lidera o ranking regional. O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado há 12 anos para avaliar os estudantes no fim do Ensino Médio. No ano passado, o exame passou a ser aplicado em dois dias, com uma redação e 180 questões de linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Houve também mudanças na avaliação da prova, que atribui pesos diferentes a cada questão. Para formação da nota média total, usada para elaboração do ranking, foram utilizados os resultados das provas objetivas e da redação numa escala até mil pontos. Em 2008, a escala era até cem pontos.


Nesta volta às aulas, os resultados do Enem permitem uma série de leituras que mostram a quantas anda o ensino em nosso País. As notas são muito semelhantes em cidades do porte de Franca, em Estados distintos. Mais uma demonstração de que o ensino apresenta uma regularidade no País que não deveria acontecer. Afinal, as notas (pelo menos na região) ficaram entre 466 e 675 (numa escala de 1.000). Ou seja, na média, o conhecimento dos estudantes é regular, em algumas escolas abaixo do mínimo exigido (nota 500) e em outras, pouca coisa acima. Especialistas apontam para a necessidade de que se invista mais na capacitação dos professores, com cursos de reciclagem e de extensão universitária, além de se buscar inovações pedagógicas que tornem o estudo mais atraente para crianças e jovens. Urge uma união entre autoridades do ensino (federais, estaduais e municipais), educadores, pais e alunos, para que as escolas brasileiras encontrem uma maneira de retomar os índices de excelência conseguidos pelo menos em meados do século passado, quando o ensino público era considerado de qualidade.

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