Caramba! Este ano nossas alergias estão “nadando” de braçada em meio à baixíssima umidade do ar, fumaceira que não tem mais fim e poeira, muita poeira.
Assustei-me ontem ao apresentar o Difusora Notícias, jornalístico da Rádio Difusora que me ponho a ancorar de segunda a sexta-feira, meio-dia, junto à jornalista Fernanda Bufoni. Ouvi do especialista Marcelo Schneider, do Instituto Nacional de Meteorologia, que o fim de semana este, registrará em Franca e região, menos de 20% de umidade relativa do ar, o que significa, na prática, o quase ideal meio de propagação de vírus e bactérias capazes de multiplicar por mil ou milhão a sinfonia de tosses e espirros que grassa por aí.
Aliás, Fernanda e eu temos combinado na apresentação do jornal: cada um fica de olho – e ouvido – no outro. Se aparecer um acesso de tosse ou espirros alérgicos o outro continua e salva. Sim, os ácaros nos atacaram e brincam conosco fazendo coçar a garganta exatamente quando a gente emposta a voz para contar as partes mais importantes de cada notícia. Devem morrem de rir com as caretas que fazemos para chegar ao fim da performance...
Mas volto ao Schneider. Perguntamos a ele o que está acontecendo com nossa região, sem chuva e frio próprios desta época. Ele disse que continua sobre a maior parte da região central do Brasil uma onda quente renitente que bloqueia as frentes frias que veem lá dos quintos do sul do continente.
E mais: afirmou que na semana que vem o bloqueio permanece e a gente continua com baixa umidade no ar. Então, os bichos continuarão proliferando. Médicos pneumologistas que temos entrevistado dizem que os problemas que atingem as chamadas vias aéreas superiores não vão desaparecer enquanto a umidade do ar não voltar a níveis adequados, algo em torno de 60%. Minhas avós diriam que continuaremos constipados até que chova bem chovido.
Vai dai que resolvi escrever este texto para pedir encarecidamente a todos os que gostam de botar fogo em mato seco, para que não o façam. Sei que é chover no molhado – Epa! Chuva? Molhado? O que é isso mesmo? – mas em cenário como esse que estamos tossindo muito para passar logo, cada cidadão precisa se conscientizar que não é bom colaborar para piorar ainda mais o clima. Às vezes a gente se esquece que um pequeno foguinho de brincadeira pode gerar um grande fogão, do tipo que queima reservas naturais inteiras e coloca em risco a vida. Ontem mesmo, enquanto eu escrevia este manifesto contra a sequidão que incomoda, havia um grande incêndio nos fundos do Jardim Noêmia, labaredas altíssimas. Alguém falhou por lá.
Os bombeiros correm feito baratas tontas atendendo chamados para apagar fogo em terrenos. E não há como atender todos os chamados. O que queima solta grumos pelo ar e a gente respira tudo. Há milhares de vítimas com problemas respiratórios gastando muito dinheiro em médicos e farmácias para tentar respirar com alguma qualidade. Esquecem-se os incendiários que podem matar quem tem problemas alérgicos graves.
Esta é a hora da cidadania. Cada um de nós tem que fazer sua parte denunciando quem bota fogo criminoso por ai. Para quem não sabe, quem é pego pode ser multado, dependendo do dano ambiental que vier a causar, em até 7,5 mil Ufesps (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), R$ 16,42 cada uma.
Deveria ser mais. Sem ar adequado, safar-se deste inverno esquisito que vivemos e que gente que não tem consciência cidadã insiste em tornar ainda pior, é quase impossível.
QUEIMANDO DINHEIRO
Nossas casas não estão sendo invadidas só por poeira, grumos de queimadas ou visitantes indesejados. Há também papel, muito papel. Muitas empresas continuam entendendo que queimar dinheiro em folhetos pode lhes garantir bons resultados comerciais. Não garantem. O que é entulhado nas caixas de correio, jogado pelos portões de cada residência francana ou distribuido em semáforos vai, literalmente, para o lixo. Experimente tentar saber por ai sobre o destino da papelada. Quando pergunto se não há nem uma simples olhadela, a resposta vem rápida: “Nem...”. Propaganda boa é aquela que permanece na memória das pessoas: boca-a-boca via clientes bem atendidos; rádio e televisão bem feitos; revistas adequadas ao produto anunciado. Tudo o que testa a paciência volta-se contra a marca patrocinadora...
A partir do início de agosto todos os profissionais de jornalismo do GCN Comunicação – jornal Comércio da Franca, rádio Difusora AM 1030, portal GCN.net e, por parceria, a TV Bem, canal 10 a cabo – estarão envolvidos na cobertura das Eleições 2010. Vão sabatinar 14 candidatos a deputado estadual e federal por Franca, nas terças e quintas-feiras e 6 candidatos a governador do Estado de São Paulo, às quartas ou sextas-feiras, sempre ao vivo. A Difusora transmitirá entre 10:15 e 11:45 horas com veiculação simultânea pelo portal GCN.net. O Comércio mostrará tudo na edição do dia seguinte. Aos domingos, o jornal produzirá matérias complementares com os melhores momentos. A TV Bem mostrará as sabatinas às 22 horas, na íntegra. O objetivo principal é oferecer informação adequada para que cada eleitor vote de modo a valorizar seu voto e garantir representantes sérios e capazes em Brasília e São Paulo, nos próximos anos. Afinal, são poucos os votos para eleger tantos candidatos...
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br
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