“Como se fossem um”


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Nos EUA também existem os mesmos órgãos judiciais, mas lá tem xerife, comissário, chefe de política que parece, não abrem mão de resolver as coisas rapidamente. Vão pessoalmente, investigam, fazem acareações, visitam as partes em suas casas, verificam denúncias na hora, ajudam na obtenção de provas. As patrulhas chegam em segundos ou em poucos minutos, interagindo com outros órgãos de segurança e obtendo soluções rápidas. Aqui, parece que as autoridades tem uma batata quente nas mãos, fazem o jogo do empurra, se eximem, lavam as mãos, fogem diante das responsabilidades, querem só ficar em salas fechadas e cuidar de burocracia. Para os nossos agentes parece que os problemas não se relacionam e nem são de suas competências. Não há harmonia, o patrulhamento preventivo é raro, a patrulha do sossego não funciona, não gostam de fazer boletins de ocorrência. Trata-se de uma engrenagem que não gira. Se a lei é uma só para todos e deve ser cumprida, a transgressão devia mobilizar todos os órgãos como se um só fossem.

 
Marco Aurélio Silva
Franca - SP

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