Um shopping popular, uma agência bancária ou uma loja? Dentro de 30 dias, o destino que será dado ao prédio da AEC-Castelinho deverá ser decidido pelos novos donos. O imóvel, localizado na esquina das Ruas Monsenhor Rosa e General Osório, no Centro da cidade, começou a ser reformado a poucos dias. O empresário Gabriel Marangoni disse que as obras estão sendo feitas apenas para melhorar o visual do prédio e ampliar a área interna. Após a retirada de balcões, entulhos, objetos antigos e pisos danificados, os proprietários decidirão que empreendimento o imóvel receberá.
Uma das ideias aventadas é transformar o local num shopping popular. O espaço seria dividido em boxes para os comerciantes se instalarem. “A construção é antiga e possui linhas de colunas grossas (pilares), por isso precisamos avaliar, com ajuda de um engenheiro, se é possível separar a área em boxes. Acredito que dentro de um mês teremos condições de definir o destino do imóvel”, disse Gabriel.
Segundo ele, se a ideia do minisshopping for inviabilizada, serão feitos contatos com bancos e redes de lojas para oferecer o espaço. “No início das negociações, a Caixa Econômica Federal demonstrou interesse no prédio. Podemos oferecer para outras instituições bancárias, além de redes do ramo do Magazine Luiza”.
Ismael Xavier, chefe de Fiscalização do Prefeitura, foi consultado pelos empresários que adquiriram o prédio da AEC sobre a possibilidade de montar um shopping popular no imóvel e acredita que o projeto será concretizado. “Acho que existe 80% de chance de ser instalado o shopping no local porque os novos donos estão muito entusiasmados com o projeto. Vamos monitorar o processo e, se for realmente o centro comercial, vamos exigir que todos os comerciantes estejam formalizados”. A Prefeitura pede prioridade para os vendedores informais das Praças do Itaú e 9 de Julho.
O PATRIMÔNIO
O prédio da AEC foi construído em 1954 e foi palco de bailes de Carnaval, festas e eventos sociais. As negociações do Clube Castelinho para a venda do imóvel aos Marangoni se arrastaram por mais de um ano. O espaço foi vendido por R$ 2 milhões.
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