TRE convoca ‘exército’ de três mil mesários em Franca


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CIDADANIA - Gláucio Martins Silva trabalha como mesário há dois anos. Voluntário mais uma vez, ele já foi convocado para as eleições de outubro
CIDADANIA - Gláucio Martins Silva trabalha como mesário há dois anos. Voluntário mais uma vez, ele já foi convocado para as eleições de outubro

 O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) e os Cartórios Eleitorais enviarão até o dia 3 de agosto as convocações para os ceca de 3 mil mesários das zonas eleitorais de Franca que se inscreveram ou foram convocados para participar das eleições de outubro. Na primeira semana de agosto, os mesários passarão por um treinamento.

Os trabalhos em cada seção é realizado por cinco pessoas, divididos por funções. O secretário é o responsável por verificar os documentos na porta da sala e, se necessário, organizar as filas de eleitores. O presidente da seção cadastra os dados do eleitor e libera a urna para a votação. Os mesários ficam no interior da sala conferindo os documentos e o livro de registros para ser assinado, apenas um deles fica responsável pelas justificativas, auxiliando os eleitores fora de suas zonas eleitorais.


A participação não é remunerada, mas o mesário recebe durante o período de trabalho um auxílio-alimentação, que este ano será no valor de R$ 20. Além disso, todos os mesários receberão um documento da Justiça Eleitoral comprovando sua participação, o que garante dois dias de folga no primeiro turno, e caso haja o segundo turno, esse período pode chegar a até seis dias, segundo o chefe do Cartório da 46ª Zona Eleitoral, Marcelo Queiroz Ferreira.


No caso de uma convocação, o empregador deverá ser comunicado e receber uma cópia do documento e, após o trabalho, uma confirmação assinada pelo juiz eleitoral. “O empregador é obrigado a dispensar o funcionário, mas aconselhamos os mesários a utilizarem essa folga entrando em acordo com a empresa na qual trabalha”, explica Marcelo.


Para o funcionário público Gláucio Martins Silva, essa não é a parte mais importante. Ele, que é mesário há duas eleições, diz que essa é uma forma de trabalhar em prol da transparência. “Esse trabalho é muito interessante porque fico mais perto das eleições e posso acompanhar de perto a transparência do processo. É uma forma de ajudarmos as pessoas a exercerem seus direitos e poder, muitas vezes, despertar no eleitor o gosto pela democracia, transformá-lo em parte de um processo transformador”.


Quem for convocado para trabalhar nas eleições e não puder comparecer por alguma razão, deve solicitar dispensa e comprovar a impossibilidade. Faltar ao trabalho de mesário sem uma justificativa é considerado crime de desobediência e a pessoa estará sujeita a processo e multa, aplicada pelo juiz eleitoral.

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