Protesto adia votação sobre Área Azul


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Comemoração - O presidente da Esac, Marinho Procópio, e a coordenadora da entidade, Fernanda Figueiredo, deixam o plenário da Câmara felizes com o adiamento do projeto que altera a Área Azul. Eles prometem voltar no dia 10 de agosto para pressionar contra
Comemoração - O presidente da Esac, Marinho Procópio, e a coordenadora da entidade, Fernanda Figueiredo, deixam o plenário da Câmara felizes com o adiamento do projeto que altera a Área Azul. Eles prometem voltar no dia 10 de agosto para pressionar contra

O protesto silencioso de 120 alunos da Esac (Escola de Aprendizagem e Cidadania) na tarde de ontem, durante a sessão da Câmara Municipal, levou os vereadores a adiarem para o dia 10 de agosto a votação da proposta que altera a lei sobre de estacionamento na Área Azul. O projeto propõe a venda fracionada de cartões de 30 minutos, junto com os atuais de 60 e 90 minutos. “Se aprovarem este projeto, o prejuízo será grande para a Esac”, disse o presidente da entidade Marinho da Conceição Procópio. Ele afirmou que a direção da escola não foi consultada e, sem citar valores, estimou em 40% a perda de receita se a lei for alterada.


O arrecadado com a venda dos cartões da área azul financia, segundo Procópio, cinco cursos oferecidos gratuitamente a 810 alunos por ano. “Uma proposta como esta pode gerar corte de pessoal da Área Azul e corte de 350 das 810 vagas”, lembrou o presidente. “A contribuição garante ensino gratuito voltado para a própria comunidade e este movimento visa divulgar de maneira clara o trabalho que a Esac realiza”, comentou a coordenadora e assistente social da escola, Fernanda Barcelos Figueiredo, se referindo à presença dos adolescentes no plenário da Câmara.


Pressionados, os vereadores aprovaram o requerimento para adiar por três sessões a votação do projeto. A direção da Esac promete levar um número ainda maior de alunos, acompanhados dos pais, para evitar que a proposta se transforme em lei.


DERROTA DO GOVERNO
A sessão de ontem foi aberta com a discussão do projeto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que solicitava a autorização dos vereadores para a liberação de R$ 1,2 milhões para a Feac (Fundação Esporte Arte e Cultura). Para ser aprovada, a proposta deveria ter recebido dez votos favoráveis. Só obteve oito. A ausência de três vereadores da base governista que se atrasaram para o início da sessão foi apontada como a causa da inesperada derrota do prefeito.


O encontro teve a aprovação da criação da “Bolsa Cultura”, que destinará R$ 86 mil como ajuda de custo a quem se dedica às artes culturais em Franca. O projeto que institui o “Dia Municipal da Escola Dominical” e do “Professor de Escola Dominical” também foi aprovado - o terceiro domingo de setembro foi a data escolhida.


Os vereadores, após o término da sessão, deveriam participar da solenidade em homenagem aos cinco novos conselheiros empossados no início do mês no Conselho Tutelar. Mas dez, dos 15 integrantes do Legislativo, deixaram a Câmara. A maioria alegou compromisso “inadiável” para justificar a ausência.

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