Prefeitura de Franca monta projeto para acelerar setor de lingeries


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Para alavancar ainda mais o setor de lingerie na cidade, a Prefeitura de Franca decidiu montar um programa específico para assessorar pequenos fabricantes de peças íntimas. A proposta, que foi inicialmente encabeçada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), ganhou reforço da Secretaria Municipal de Desenvolvimento no ano passado. O município oferece treinamento para ensinar a vender, calcular custos e preço final, comprar e estocar matéria prima, ter capital de giro, aumentar a produção, criar modelos exclusivos, adotar estratégias de marketing, além de proporcionar visita a feiras de lingerie em outras cidades e incrementar a ExpoÍntima, feira realizada pela primeira vez em 2009 (leia mais no site). Outra proposta é auxiliar os participantes a deixar a informalidade.


O secretário de Desenvolvimento, Alexandre Ferreira, estima que os treinamentos já foram oferecidos a 60 pequenos fabricantes de lingerie, sendo que 20 deles participam efetivamente de todos cursos. Pelos dados da Prefeitura existem em Franca mais de cem empresas de lingerie. “Há pelo menos 15 empresas maiores, com mais de 50 funcionários e algumas que até exportam seus produtos. Mas diagnosticamos também inúmeras empresas montadas no fundo de casa, em edículas, onde trabalham uma pessoa e mais alguém da família. Queremos dar suporte técnico a elas para crescerem”, disse Alexandre.


A maioria das participantes do programa da Prefeitura tem no comando mulheres jovens, entre 20 e 40 anos, e apresentam produção caseira que gira em torno de 50 a 60 peças por mês. Segundo o secretário, muitas contaram com apoio dos maridos para comprar máquinas e produzirem as peças íntimas. “Elas fizeram investimento pesado em maquinário, em torno de R$ 15 mil, mas sem capital de giro não conseguem produzir muito. Elas compram material, confeccionam as peças num dia da semana, saem para vender e, com o dinheiro, compram mais matéria prima para voltar a produzir. Queremos ajudá-las a otimizar o uso dos equipamentos para produzirem mais e vender para lojistas, não só para clientes particulares”.
Em parceria com o Senai, a Secretaria de Desenvolvimento oferecerá um curso gratuito de modelagem de lingeries entre 2 de agosto e 23 de novembro, com aulas duas vezes por semana. A ideia é auxiliar as fabricantes a criar os próprios modelos seguindo as tendências da moda.


A Prefeitura fez a proposta das fabricantes montarem uma cooperativa, mas ainda não foi aceita.


BEM SUCEDIDA
Há seis anos, Luciana Elias dos Santos, 32, trocou o pesponto pela confecção de lingeries. Como o segmento de calçados não estava muito promissor, decidiu investir em outro ramo. Com produção caseira, Luciana criou a marca Laura Morena Moda Íntima. Ela é uma das integrantes do programa de lingeries da Prefeitura e Sebrae e comemora os ganhos no seu negócio com as lições que aprendeu nos cursos dos quais participou. “Aprendi a calcular os custos e, depois disso, minha empresa melhorou muito. Antes não sabia se estava perdendo ou ganhando. Agora posso fazer uma venda grande que sei exatamente o lucro que terei”, disse ela, que conseguiu aumentar sua renda em R$ 1.500 em dois anos. Ela não revela a renda total.


Sozinha, Luciana mantém uma produção de 300 conjuntos de calcinha e sutiã por mês. A microempresária faz planos de contratar funcionários e expandir a empresa.

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