Voto é coisa séria


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A cada quatro anos, a história se repete: Franca passa a ser visitada quase que diariamente por políticos que buscam a reeleição ou pleiteiam uma vaga na Assembléia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. O problema é que a maioria nunca passou por aqui nem se mostrou interessada pelos problemas do município e região. Só se lembra de que, em toda a região, há mais de 300 mil eleitores. Passada a votação, eleitos ou não, os para-quedistas esquecem-se dos votos conseguidos por aqui. Só quatro anos depois é que retornarão em busca de novo mandato. Os votos destinados a candidatos que nunca fizeram algo de útil para a cidade (e muitos deles têm seus cabos eleitorais e apoiadores nos municípios da região, quando não fazem ‘dobradinha’ com algum candidato francano) acabam fazendo falta para aqueles que realmente formaram-se politicamente na cidade e na região, que estão mais próximos da realidade local e, também por essa razão, podem ser mais facilmente cobrados. Além da conscientização do próprio eleitor da necessidade de votar e eleger candidatos que conhecem a realidade da região — uma maior garantia de luta pelos interesses de mais de 600 mil habitantes nas 23 cidades que formam a região administrativa de Franca —, vê-se que a reforma política se torna necessária para que a representatividade de cada município brasileiro reflita mais fielmente a sua real importância. Uma das formas seria o chamado voto distrital, por meio do qual cada região votaria apenas em seus representantes. Ou seja: um candidato de Ribeirão Preto só poderia ser votado na sua região, deixando aos de Franca e região os votos dos eleitores residentes nos municípios daqui. É uma forma de valorizar a importância de cada voto. Do contrário, a situação vai perdurar e beneficiar os que aparecem mais em detrimento dos que realmente se interessam em trabalhar de forma efetiva para aqueles que os elegeram.


Além disso, ao eleitor cabe se inteirar sobre aqueles aos quais pretende dar seu voto. E, por isso, a importância de todas as formas de informação a respeito, como o horário eleitoral gratuito, que começa no dia 17 de agosto, por exemplo. Este Comércio fará ainda uma cobertura diária da agenda, programa e ações dos candidatos da cidade. A cobertura política, cujos detalhes serão apresentados hoje para todos os diretórios políticos locais, contará com amplo espaço no jornal, rádio, internet e TV. O eleitorado deve aproveitar todas as formas de informação para analisar as promessas, estudar as sugestões e os posicionamentos, enfim, tentar conhecer seu candidato e sua história. O eleitor deve sempre procurar conhecer mais de perto quem lhe pede o voto para um mandato da Câmara dos Deputados ou Assembléia Legislativa, para que consiga praticar o voto consciente.

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