Apaixonado por animais, um grupo formado por advogado, empresária, funcionária pública, professora e dona de casa se dedica diariamente a recolher cachorros e gatos abandonados nas ruas de Franca. Já faziam o trabalho sozinhos e há seis anos decidiram montar a ONG Cão que Mia. Cuidam hoje de mais de 250 bichos abrigados em suas casas e no canil construído em Patrocínio Paulista. Depois de cuidar dos animais, que na maioria das vezes são recolhidos com ferimentos ou doentes, os voluntários os encaminham para adoção. A entidade promove feirinhas de doação uma vez por semana. Conseguem um novo lar para 25, 30 bichinhos em cada uma. A expectativa é doar mais, mas para isso a ONG depende de voluntários para ajudar nas feirinhas.
Outra contribuição de que a Cão que Mia necessita é para alimentar todos cachorros e gatos abrigados e realizar cirurgias de castração para que não se reproduzam mais. Isso evitaria abandono deles nas ruas. Por mês, são gastas de duas a três toneladas de ração.
A entidade desembolsou R$ 30 mil para castrar 1.200 animais desde setembro de 2008 até este ano. “Tiramos recursos do bolso para as castrações, além de pagarmos cirurgias e outros tratamentos. Existem cirurgias ortopédicas que custam R$ 400. Precisamos de ajuda porque é um trabalho com animais feito basicamente só por nós”, disse a voluntária Aleni Papacídero, que calcula gastos mensais da ONG em torno de R$ 8 mil. “Amamos animais e saber que estão sofrendo é muito triste, é algo que nos deixa mortificados”.
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