Há 13 anos, Ana Luiza, mãe de uma criança com paralisia cerebral, e a fisioterapeuta Ana Cláudia decidiram montar uma entidade para atender pessoas na mesma situação. Com os anos, o trabalho se fortaleceu e, das reuniões realizadas em uma sala emprestada pela Prefeitura, passou a ser realizado em imóveis alugados. Hoje a entidade atende 120 pacientes, entre crianças e adultos. A fila de espera tem 160 pessoas.
Todos os meses, os voluntários da diretoria, 12 funcionários e pais precisam suar a camisa para conseguir os R$ 15 mil para manter os atendimentos de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, musicoterapia e terapia ocupacional gratuitos aos usuários. A entidade recebe apenas subvenção municipal, cerca de R$ 7,3 mil por mês. O restante é fruto de muita luta. São doações e promoções constantes para levantar os recursos. “Estamos correndo atrás de dinheiro o tempo todo. Para ter mais qualidade, precisamos de mais material e para isso, é preciso mais dinheiro”, disse Ana Estela Checchia, coordenadora.
Com as despesas, o sonho de construir a sede própria fica travado. A Caminhar já tem o terreno no Jardim Piratininga e o projeto arquitetônico pronto. A construção está orçada em R$ 900 mil. Para construir o primeiro pavilhão são necessários R$ 250 mil. Em caixa, durante dez anos, a ONG conseguiu economizar R$ 70 mil para a sede. “Se sairmos do aluguel, teremos R$ 1 mil por mês para investir na construção. Se mudarmos, poderemos ampliar o atendimento para nossos pacientes e chamar pessoas da lista de espera. Hoje estamos num imóvel adaptado e nos falta espaço”.
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