A ONG Secos e Não Molhados existe há 18 anos e foi idealizada por Fátima Andrade Pires. Ela fazia um trabalho voluntário em hospitais dando banhos em doentes e, com isso, percebeu a necessidade dos pacientes de usar fraldas descartáveis para evitar a formação de feridas na pele. No início, eram realizadas rifas para adquirir fraldas que seriam doadas, mas ao ler um anúncio no jornal sobre a venda de uma máquina de fazer fraldas, o trabalho foi transformado. A ONG passou a confeccionar as fraldas e continua a produção até hoje num prédio no Centro da cidade. Produz 18 mil fraldas por mês e distribui a sete instituições, entre elas hospitais, lares de idosos e famílias carentes. Há parcerias com algumas empresas para a compra de materiais. Cerca de 300 voluntários ajudam. Parte deles trabalha das 13 às 22 horas todas as terças e quintas-feiras. Mensalmente são gastos cerca de R$ 2,5 mil com compra de materiais. A ONG, que conta com doação mensal de oito contribuintes contabilizando R$ 900, também participa de festas, quermesses e bazares. Uma iniciativa própria é o jantar dançante, batizado de SOS Fraldas, realizado há 11 anos para ajudar a cobrir gastos com manutenção.
A maior dificuldade da entidade é a falta de recursos financeiros. A motivação para continuar a lutar é a satisfação de ajudar o próximo. “Fazer o bem faz muito bem. Não é um trabalho e sim uma dedicação de poder ajudar as pessoas que necessitam”, disse Fátima.
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