Izabel Alves de Sousa descobriu que seu filho era deficiente auditivo quando ele tinha apenas um ano de idade. Convivendo com os problemas diários enfrentados pelo seu filho, buscou apoio de outros pais que também viviam a mesma situação em 1984. Há cinco anos, o grupo se transformou em Apada (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Franca).
A associação atende em espaços emprestados cerca de 500 crianças, jovens e adultos com aulas de alfabetização em libras (linguagem de sinais), auxilia na inserção no mercado de trabalho e na triagem para atendimento em serviços de saúde.
Os alunos são de Franca e região e contam com o trabalho voluntário de 20 pessoas. Para realizar todos os atendimentos são gastos cerca de R$ 6 mil mensais. A associação vende pizzas, recebe doações, participa de eventos e recebe verba municipal para arcar com as despesas.
Apesar de não ter um espaço para desenvolver suas atividades, a entidade persiste com o atendimento de alunos que muitas vezes não têm sequer o conhecimento da língua portuguesa, mas desejam trabalhar.
“A alegria de ver os alunos felizes por terem conquistado o trabalho me motiva muito. Se eu não me dedicar, imagina quantas pessoas vão ficar sem atendimento”, disse Izabel, que dedica a sua vida de forma integral à Apada. Segundo ela, se houvesse mais recursos, seria possível oferecer atendimento com psicólogas, fonoaudiólogas e advogados.
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