Gostei muito de recente crônica do jornalista Luiz Felipe Ponde, publicada na Folha de S. Paulo e com a qual concordo bastante. Fala da atual geração, que parece importar-se muito mais em viver o maior número de anos do que ter melhor qualidade de vida. Passam quase o tempo todo fazendo regime para emagrecer e com medo de tudo. Tem gente que nem viaja de avião com receio de que ele venha a cair justamente na sua viagem. Evita todo tipo de comida e de bebida, mas acaba morrendo por uma doença herdada geneticamente ou coisa parecida. Claro que é preciso ter os mínimos cuidados com a saúde, mas não pode fazer disso uma obsessão. O ideal é evitar os exageros, mas enquanto estiver vivendo, aproveitar ao máximo os bons momentos e as coisas que pode desfrutar. O jornalista cita uma expressão de um filho dele, médico, e que costuma comentar: “Nunca houve uma geração tão sem graça como esta, obcecada por viver muito”. O bom é estar sempre com amigos, festejando a vida, praticando atividades físicas saudáveis, vivendo o hoje como se fosse o seu último dia. Lembrando que, em vez de colocar mais anos em sua vida, é melhor colocar mais vida em seus anos.
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