Liberdade


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Começar por entre cantos
Teus encantos enfeitiçar
Somos todos desencantos
Ao sorrir e te alegrar.
Pelas ruas, pelas praças
Sempre estamos a procurar
Teu empenho, teu veneno
Tua sorte com o azar
E talvez seja por isso
Que queremos te alcançar.

 

Pela sorte, pelo esporte
Divergimos ao te apontar
Mas queremos teu transporte
Qualquer que seja o lugar.
 

Liberdade não tem preço
Só o apreço de catar
No teu berço o tenro fruto
Para crescer e se espalhar.
 

Não te assuste com a força
Que queremos te mostrar
Somos todos frágeis prantos
Só querendo te provar
Que contigo sairemos
Fortes em qualquer lugar.
 

Liberdade se espalhe
E venha nos devorar
No teu ventre somos gente
Capazes de guerrear
Contra as feras, contra celas
Que possam te ameaçar.
 
 
 
Mirto Felipim
Funcionário público, poeta escritor e observador

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