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Produzir os editoriais de moda que os leitores acompanham nas revistas Casar e Se Liga é tarefa extramente prazerosa, mas não é das mais fáceis. Para que os modelos estampem as páginas apresentando roupas, acessórios e penteados, 15 profissionais entre produtores, stylists, assistentes, fotógrafos, designers, editores, cabeleireiros e maquiadores trabalham intensamente por 20 dias para decidir o tema do editorial, os modelos que vão participar, os looks que usarão, a composição dos cenários, a iluminação e cada um dos outros inúmeros detalhes que fazem parte de uma produção de moda. Os editorais feitos para as publicações do GCN são instrumentos que ajudam a mostrar as tendências de moda através dos produtos que apresentam. Sempre antenados com o que há de novo na mundo fashion, os produtores que trabalham para as publicações vasculham peças e acessórios em lojas de toda a região para montar o visual dos modelos de acordo com o tema escolhido. A edição de maio da revista Casar trouxe 16 páginas de um editorial fotografado nos estúdios do GCN com vestidos na cor do momento: off-white (branco envelhecido). As peças foram selecionadas nos melhores ateliês de Franca e Ribeirão Preto e a sessão de fotos durou cerca de 11 horas. Lila Junqueira, estilista de sapatos e produtora de moda, que já fez seis editoriais para as revistas do GCN, se lembra dos seus trabalhos preferidos. Entre eles está o da primeira edição da Se Liga, em 2007, fotografado parte nas ruas de Franca e parte na reforma do prédio que hoje abriga a sede do GCN. “Era um visual andrógino e em cenários diferentes. O trabalho é lembrado até hoje”, conta. Outro editorial que ela não esquece foi um feito em 2008, também na Se Liga, inspirado nas cantoras do grupo americano The Pussycat Dolls. Muito sensual, o ensaio foi fotografado em uma boate da cidade.
Para cada editorial de moda, cerca de 30 looks são previamente montados e quatro modelos são selecionados. Mesmo assim, na hora das fotos, ocorrem mudanças. “Com as roupas, sapatos e acessórios separados, há ainda o risco de, no corpo do modelo, o que nós pensamos não dar certo. Por isso temos sempre que ter alguma coisa na manga”, conta. Lila, que já trabalhou com produção de moda na São Paulo Fashion Week, destaca ainda a repercussão dos editoriais para sua carreira. “Após as publicações, noivas, madrinhas e formandas me procuraram para desenharem seus vestidos. As pessoas reconhecem e admiram mais o que você faz após verem seu nome vinculado a uma grande mídia, como o GCN”, disse. |
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