Cenários em debate


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A cidade de Franca vai atravessar um verdadeiro desafio em outubro. De um lado, mais de 200 mil eleitores, o suficiente para eleger 3 deputados estaduais e contribuir para a eleição de, pelo menos, 2 deputados federais. Entretanto, a divisão não é tão prática como parece. Além de candidatos ‘forasteiros’ levarem embora votos dos francanos, a vasta lista de candidatos que se apresenta provoca uma divisão perigosa. Para a Câmara Federal, dois nomes aparecem como expoentes: Ubiali e Graciela. O primeiro vai testar sua popularidade no Estado e na região em busca da reeleição, até porque foi eleito em 2006 basicamente com o voto dos francanos, o que pode não se repetir, uma vez que o racha “anunciado” de votos pode comprometer. Já a candidata Graciela vai ter que suar muito a camisa se quiser de fato ser eleita. Além de dividir o voto dos francanos com o deputado Ubiali e demais candidatos, vai ter que se esforçar para tornar seu nome popular na região. Vejo um sério risco da cidade ficar novamente sem representantes em Brasília. Já para a Assembleia Legislativa vejo um cenário um pouco mais positivo. Em 2006 o deputado Roberto Engler conseguiu captar uma boa votação na região e no restante do Estado. Já o deputado Gilson de Souza teve a maioria na cidade de Franca, o que garantiu sua reeleição, mesmo sendo bastante apertada. O número de candidatos para a Assembléia do Estado é menor na cidade e isso pode ser visto como aspecto positivo. Se alguém mais, além dos dois candidatos à reeleição, conseguir tornar seu nome visível, acredito que Franca poderá ter três representantes em São Paulo. Hipóteses...

Anderson Alberto da Silva
Franca - SP

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Temos que entender bem essa situação. Precisamos de representantes mas com as opções que se apresentam, estamos igualando a candidaturas presidenciais: melhor sem eles. Tem alguns com condição de chegar, mas não vão fazer nada novamente. Só propaganda e conta bancária cada vez mais gorda. Quanto aos outros, estão ai para atrapalhar, sem chance alguma. Querem se promover e vão dar aquele (sic) vexame. Trata-se de verdadeira brincadeira com o dinheiro público mas, se a lei permite, o que fazer? Vamos escolher bem e dividir os votos com quem tem chance e possa “fazer algo” de bom, além de encher os bolsos.
Fuad
Franca - SP

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No jogo político é sempre bom lembrar de todas as regras, inclusive daquelas que podem eleger um candidato. O que importa não é somente a votação, mas o coeficiente eleitoral, ou seja, os votos que o partido recebe. No PP (partido da Graciela Ambrósio) tem um figurão da política, nada menos que Paulo Maluf, candidato que teve na última eleição mais de 700 mil votos. Tal votação faz despencar a quantidade de votos necessários para qualquer candidato do partido se eleger. Assim, se Graciela conseguir entre 70 e 80 mil votos tem grande chances de assumir uma cadeira de deputada. Pesquisa recentemente realizada lhe dão cerca de 50 mil votos até agora e ela terá que trabalhar bastante para conquistar os votos restantes, mas nada é impossível. Já Marco Ubiali, precisará de muitos votos em Ribeirão Preto.
Rogério Machado Limonti
Franca - SP

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