Dornelles quer ser carro chefe do Vivo/Franca


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Márcio Dornelles dá enterrada em jogo da temporada 2009/2010
Márcio Dornelles dá enterrada em jogo da temporada 2009/2010

Márcio Dornelles, ala do Vivo/Franca, completa agora em 2010/2011 sua 3ª temporada consecutiva aqui. Ele havia jogado por Franca em outros anos, mas entre suas idas e vindas, retornou à equipe em 2007 e não saiu. Nesse período o jogador teve atuações variantes, foi prejudicado por lesões. Com 34 anos, experiente e confiante, Márcio prometeu que realizará uma temporada talvez como nenhum torcedor mais atento já viu.


“Eu imagino que (a minha temporada) vai ser como a de tempos atrás, imagino que eu vá ser o carro chefe. Estou muito motivado, estou muito bem fisicamente, como eu nunca estive. Ano passado eu tinha uma lesão e neste ano estou zero para fazer uma boa pré-temporada. Estou bem motivado, bem motivado mesmo”, garantiu o jogador.


Nesses últimos três anos em que Márcio jogou pelo Franca Basquete, ele mostrou ser um jogador multifacetado. Tornou-se um especialista em arremessos de três pontos e evitou o jogo de contato e as infiltrações, características dele, em 2008/2009.


Os exaustivos treinos de arremessos talvez também fossem para compensar as dores que ele sentia, principalmente nas panturrilhas. Assim ele evitava um contato maior, mas garantia seus pontos. “Eu sou um jogador de muita explosão. Se eu não estiver bem fisicamente, meu rendimento cai drasticamente. Mas também sou um jogador que está pronto para fazer o que precisa ser feito. Faço o que for preciso para conseguir a vitória. Essa é minha grande virtude, nunca desistir”, disse Márcio Dornelles.


Em 2009/2010 o “velho” Dornelles voltou. Enterradas e infiltrações passaram a ser mais constantes. “Na outra temporada a gente não tinha tantos arremessadores de três e eu tentei aprimorar nisso. Chegou nesta temporada tinha o Vitor, o Rogério, o Helinho. Se o Hélio (Rubens, técnico) chegar para mim e falar que vou ter de jogar de pivô, eu jogo. Nesse ano joguei muito mais de costas, pegando os laterais mais fracos”, explicou.


O garoto que chegou em Franca com 22 anos, em 1998, agora é mais que fundamental. A história de seu primeiro contrato com o clube mostra isso. “Tinha acabado de jogar a final do Brasileiro, entre Ribeirão e Franca (1998). Terminou a competição e fui para Porto Alegre (RS) acertado com o Ribeirão Preto, que tinha o técnico Guerrinha. Nesse meio tempo, o Fransérgio (Garcia), que então era presidente, me ligou para vir para cá, mas não aceitei a proposta. Aí o Guerrinha acabou me ligando falando que não ia ficar em Ribeirão, então retornei para o Fransérgio e acertei aqui. Acho que vir para Franca era destino mesmo.”

CHEGADA
O armador Vitor Benite chega hoje no Vivo/Franca. O técnico Hélio Rubens Garcia e o armador Helinho e o ala Rogério também voltam dos Estados Unidos. Esses dois jogadores só devem retornar aos treinos na sexta-feira.

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