Candidatos de Franca declaram patrimônios de até R$ 2,7 mi


| Tempo de leitura: 3 min

Nas próximas eleições para deputado, marcadas para o dia 3 de outubro, Franca terá desde candidatos que declararam não ter nada até aqueles com patrimônios milionários. Por lei, todos são obrigados a listar o que possuem à Justiça Eleitoral. Na última segunda-feira, as relações apresentadas pelos candidatos passaram a estar disponíveis para consulta popular no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) - www.tse.gov.br.


Entre os 15 candidatos da região de Franca, a maior lista de propriedades foi apresentada pelo deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB). Imóveis, automóveis, ações e dinheiro fazem parte do patrimônio do médico que chega a R$ 2,7 milhões. A segunda maior cifra é do deputado estadual Roberto Engler (PSDB), R$ 1,3 milhão. Na outra ponta, a página do Tribunal mostra três candidatos com “nenhum bem declarado”: José Alexandre Ribeiro (PV), Lídio Guariglia Costa Júnior (PSC) e Donizete da Farmácia (PMN).


O candidato do PSC à Assembleia Legislativa disse que o único bem que possuía passou à ex-mulher em uma ação de divórcio. “A gente sabe das dificuldades de integrar um partido nanico, mas se fôssemos desanimar frente aos grandes nem sairíamos às ruas”, disse Lídio.


Já o candidato do PMN à Câmara Federal acredita não ter sido bem orientado na hora de fazer a declaração. Questionado pela reportagem, Donizete afirmou que deve rever o documento ainda nesta quarta-feira. “Eu achei que a declaração era sobre bens comprados este ano. Tenho minha casa, mas já faz muito tempo”, disse ele. Em 2008, quando disputou a eleição para vereador, Donizete declarou ter R$ 103 mil.


O candidato a deputado federal pelo PV, José Alexandre Ribeiro, não foi encontrado.


Para Ubiali, o fato de ter o maior patrimônio declarado não deve influenciar no desenvolvimento da campanha. “Tudo depende do apoio das pessoas e que a comunidade entenda que, se quer uma campanha justa, deve contribuir com o candidato que ela quer ver eleito pelos próximos quatro anos”, disse. O deputado estima que seus gastos na campanha eleitoral deste ano devem ficar entre R$ 300 mil e R$ 800 mil. “Este dinheiro deve vir de doações do próprio partido (PSB), da Federação das Unimeds do Estado de São Paulo e do próprio Paulo Skaf (candidato ao governo de São Paulo), que deve mandar recursos para as duas campanhas - minha e dele - em Franca”.


Até o início da noite de ontem, os perfis e as declarações de bens dos candidatos do PT de Franca não estavam disponíveis na internet. Procurado pelo GCN Comunicação, Gilson Pelizaro, que concorre à Assembleia, declarou ter R$ 83 mil e afirmou que espera gastar até R$ 250 mil na campanha. “Este dinheiro deve vir do partido e de dobradas com deputados federais”. Paulo Afonso, candidato à Câmara, disse ter declarado a propriedade de três veículos avaliados por ele em R$ 98 mil.


LEGISLAÇÃO
Segundo o promotor de Justiça Paulo Borges, um dos três que atuam no acompanhamento das eleições em Franca, a declaração de bens é obrigatória a todos os candidatos e, em caso de erro, deve ser retificada o quanto antes. “Devem ser especificados os bens que ele possui no momento da declaração, sob pena de incorrer em crime eleitoral por falsidade”. Ainda segundo Borges, mesmo após a retificação, a Justiça deve verificar a importância da declaração no período em que esteve errada.

Veja o quadro abaixo:

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários