Vida pela música


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O baixista francano Eduardo Fonseca Aguiar, de 18 anos, conseguiu uma vaga no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí (SP), onde faz o curso de MPB e jazz
O baixista francano Eduardo Fonseca Aguiar, de 18 anos, conseguiu uma vaga no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí (SP), onde faz o curso de MPB e jazz

Quem nunca sonhou em ser um músico famoso, tocar em grandes eventos, fazer shows em todo o País? A realidade deste ofício é bem mais árdua do que as pessoas imaginam. Todo este glamour exige dedicação, empenho e, ainda assim, o sucesso pode não rolar. O francano Eduardo Fonseca Aguiar, de 18 anos, acredita neste sonho. Ele pretende transformar sua paixão - a música - em seu trabalho e tirar dele seu prazer e sustento.


Neste ano, o jovem deu dois passos importantes para tornar-se um profissional da área. Primeiro, conseguiu uma vaga no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, em Tatuí (SP), onde está fazendo o curso de MPB e jazz. Seu instrumento é o baixo elétrico. E mais recentemente foi contemplado com uma bolsa de estudos, fornecida pela Associação Amigos do Projeto Guri, para custeio de sua moradia na cidade do conservatório.


O auxílio, segundo ele, é fundamental para a continuação do curso, tendo em vista a impossibilidade de manter-se com recursos próprios no local, além da distância entre Franca e Tatuí (370 km) e o alto custo da viagem. O programa terá duração de 12 meses. Eduardo contará com a bolsa entre agosto deste ano e agosto de 2011, no valor de R$ 900 mensais.


O jovem francano estuda música desde os oito anos de idade. Em 2000, sua mãe o matriculou na Escola Municipal de Iniciação Musical de Franca, onde recebeu a formação inicial, com trabalho de percepção musical e teve os primeiros contatos com instrumentos de percussão, violão e teclado. “Fui matriculado bem naquela idade em que as mães procuram alguma coisa para colocar os filhos, tipo natação e caratê. No meu caso, deu certo, minha mãe acertou na escolha”, explica.


Mas, de acordo com o músico, na época da escola municipal ele ainda não era um apaixonado pela música. “A paixão só surgiu mesmo em 2006, quando me tornei aluno do Instituto de Guitarra e Baixo e depois aumentou quando ingressei, no mesmo ano, no Projeto Guri”. No Projeto ele teve aulas de baixo acústico e chegou a participar de orquestra. Eduardo acredita que esta vivência com música clássica, maestro, violoncelo e violino foi fundamental para sua formação. Além dos baixos elétrico e acústico, Eduardo também toca pandeiro, cavaquinho e violão.


INFLUÊNCIA
Segundo Eduardo, quem influenciou sua inserção na música foi seu primo Pedro Fonseca, que é professor de música, toca violão, compõe e também canta. Os dois são integrantes do grupo Balaio, que ainda conta com Priscila Decol e Tito Conte. “É um grupo de pesquisa e prática de música regional. Tocamos maracatu, folia de reis, coco, moçambique, entre outros estilos regionais”. O baixista também já tocou algumas vezes em barzinhos e festas.


Eduardo acredita que a profissão de músico instrumentista é bastante concorrida e não tem todo aquele glamour que muitos pensam. “As pessoas logo imaginam o cantor famoso, rico, que faz shows em todo o Brasil, mas isto é uma coisa muito difícil que só pouquíssimos conseguem”, explica. O fundamental, segundo ele, é gostar de música, ser dedicado, determinado e - claro - ter talento. “Hoje em dia tem muita gente que toca, por isso é importante estudar muito. Pretendo ser um músico profissional e estou me dedicando bastante para que este desejo se torne realidade”, completa.

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