A tradicional Feira da Fraternidade, que em 2010 chega a sua 32ª edição, corre o risco de não ser realizada neste ano. A Aeaf (Associação das Entidades Assistenciais de Franca), organizadora do evento, procura um galpão onde possa montar a feira que até o ano passado acontecia nos Pavilhões do Dharma em Franca. Como o espaço foi alugado para uma empresa particular, a feira está sem local definido e busca uma área de 2,5 mil metros quadrados até, no máximo, o fim do mês. Caso não consiga em tempo hábil, a feira pode ser cancelada.
Realizada anualmente entre a segunda semana de novembro e a primeira semana de dezembro, a Feira da Fraternidade reúne em um mesmo espaço 40 entidades assistenciais da cidade que comercializam, a preço de custo, artesanato, sapatos, roupas e brinquedos. O objetivo é arrecadar recursos para a manutenção destas entidades nas festas de fim de ano. Na última edição, mais de 60 mil pessoas passaram pelo evento, que reúne ainda praça de alimentação e apresentações artísticas. A feira deste ano não tem data acertada.
Para o presidente da Aeaf, Fernando de Oliveira Campos, a ameaça da não realização preocupa, porém tem como ser contornada. “Procuramos por um espaço amplo e de fácil acesso. Há algumas opções, mas precisamos pensar no custo deste aluguel para as entidades. Ele precisa ser viável”, disse. Durante mais de 25 anos, o evento aconteceu nos Pavilhões “Américo Pizzo” dentro das dependências do Poliesportivo. Como o prédio precisou ser aproveitado para implantação de projetos esportivos do município, a feira teve que ser transferida e ocupar os prédios do antigo Dharma, na Avenida William Azzuz, no Bairro Miramontes, até o ano passado.
Com cinco dias de duração (de quarta a domingo), o espaço a ser locado precisa estar disponível por no mínimo 12 dias e ficar em um ponto de fácil localização. “Precisamos do local cinco dias antes para montar a feira e até dois dias depois para fazermos o trabalho de desmontagem”, disse Campos.
Coordenadora do Lar de Idosos Eurípedes Barsanulfo, Luciane de Fátima Goulart, uma das entidades participantes, diz que não consegue imaginar o lar sem os recursos arrecadados na Feira da Fraternidade. “Ela é de suma importância. Contamos com o dinheiro que vem da feira”. Em 2009, a entidade que atende 19 idosos, entre homens e mulheres, conseguiu cerca de R$ 9 mil com o evento. O montante foi utilizado para saldar o pagamento com 13º salário e férias dos funcionários da instituição e comprar camas e colchões.
Além de idosos, as entidades participantes da feira atendem crianças, adolescentes, doentes convalescentes, famílias carentes e dependentes químicos.
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