Um cabeleireiro denunciou na polícia que vem sendo ameaçado por pessoas desconhecidas da Vila Imperador, bairro onde mora. Ele informou que, por três vezes, vândalos quebraram os vidros de sua casa e ainda chegaram a pichar nas paredes palavras de baixo calão. Na madrugada de sábado, a ameaça se repetiu. Criminosos aproveitaram que não havia ninguém em casa, invadiram o salão do cabeleireiro - que fica anexo ao imóvel - e colocaram fogo. O incêndio destruiu todo o interior do estabelecimento.
O cabeleireiro atribui os ataques a pessoas que o acusam de envolvimento com um suspeito de estupro, que está sendo procurado pela polícia. “Eles pensam que sei onde ele está escondido. Faz um ano que terminei o relacionamento que tinha com ele (o acusado). Não sei onde ele foi parar, já prestei depoimento na polícia sobre isso”, disse o cabeleireiro.
A primeira ação de vandalismo aconteceu há duas semanas. Durante a madrugada, a casa do cabeleireiro de 33 anos foi apedrejada. Janelas e telhas ficaram danificadas. O morador chamou a polícia, que registrou o caso. Dois dias depois, as paredes do imóvel foram pichadas com palavras impublicáveis. “Escreveram na calçada, nas paredes e na porta do meu salão. Tentaram também colocar fogo na porta da minha casa. Novamente chamei a polícia”, disse o rapaz.
Na madrugada deste sábado, o ato de vandalismo foi mais grave. Vizinhos disseram que escutaram um barulho e minutos depois perceberam que o salão pertencente ao cabeleireiro estava em chamas. Não havia ninguém dentro da casa, que teve a porta da sala arrombada. “Eles entraram na minha casa e foram ao meu salão. O fogo destruiu tudo. Perdi tudo e não tenho mais como trabalhar. Isso é perseguição. Eles acreditam que eu sei onde está o cara (sic)... Tive um relacionamento com ele durante algum tempo, mas faz mais de um ano que terminei. Espero que a polícia o encontre logo, para acabar com este martírio que estou passando”, disse.
O fato foi registrado no Plantão de Polícia pelo delegado Manir Martos Salomão, que deve encaminhar a ocorrência para o 2º Distrito Policial. “Temos algumas pistas de quem colocou fogo, mas não podemos revelá-las para não atrapalhar as investigações. Testemunhas viram um carro branco na região e estamos investigando”.
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