Blue-ray: O raio azul gigantesco


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Primeiro eram os disquetes, depois vieram os CDs e, mais tarde, os DVDs para o armazenamento de dados. Agora a coqueluche do momento é o formato Blu-ray, que compete para se converter no padrão de discos ópticos sucessor do DVD e que provavelmente vai guardar seus dados dentro de pouco tempo, se é que já não guarda. O nome, que significa “raio azul”, é a marca registrada do formato. A tecnologia foi assim chamada por causa da cor do seu raio de leitura.


Para suportar o armazenamento de dados de alta densidade, os vídeos em alta definição pediam que um novo formato de mídia fosse criado. O Blu-ray é capaz de armazenar mais informações e a uma taxa de transferência superior a de um disco de DVD, além de ser mais resistente a riscos e obstruções por sujeira.


O disco da nova geração tem 12 centímetros de diâmetro (igual ao CD e ao DVD) e utiliza um laser de cor violeta de 405 nanômetros, permitindo gravar mais informações num disco do mesmo tamanho (o DVD usa um laser de cor vermelha de 650 nanômetros). O resultado é mais qualidade de imagem e de som.


Leitores, gravadores e mídias Blu-ray podem ser encontrados sem dificuldades no mercado. Para o vendedor do setor de tecnologia do Magazine Luiza, Fábio Ferreira Leandro, o formato oferece tantas vantagens que chegou para, definitivamente, roubar a cena. “O Blu-ray vem para substituir o DVD. O tempo de resposta é melhor, o brilho e a nitidez passam a sensação de realidade, pois ele oferece imagem em alta definição”, explica.


Segundo Leandro, independentemente da TV em que o aparelho seja conectado, a qualidade de exibição será melhor. “Hoje em dia, a cada 10 aparelhos vendidos, sete são Blu-ray e três DVD”. Os aparelhos custam, em média, R$ 600.


Artistas como, por exemplo, Victor & Leo, Roberto Carlos, Shakira e Beyoncé disponibilizam material na tecnologia Blu-ray. Os preços oscilam em torno de R$ 100.


Os lançamentos de filmes, além de estarem à venda em lojas, também estão chegando às locadoras no novo formato. A locação de um DVD custa em média R$ 6,50, enquanto a de um Blu-ray varia entre R$ 7 e R$ 9.


Mas há quem não goste. Steve Jobs, o CEO da Aple, por exemplo, em resposta ao e-mail de um leitor do site MacRumours sobre a ausência da tecnologia na mais nova revisão do Mac Mini (lançado em junho), disse que o Blu-ray mais parece com um dos grandes formatos que surgem como sucessores do CD e, como eles, será derrotado pelos formatos baixáveis na internet.

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